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Baiano diz ter entregue até US$ 1,5 mi a amigo de infância de senador

Lobista Fernando Soares, mais conhecido como Baiano, afirmou ter pago propinas entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão  ao senador Delcídio Amaral (PT-MS); dinheiro, segundo contou em seu depoimento nos termos do acordo de delação premiada firmado com a Justiça, teria sido  teria sido entregue a suposto "amigo" de infância do parlamentar identificado apenas como Godinho

Lobista Fernando Soares, mais conhecido como Baiano, afirmou ter pago propinas entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão  ao senador Delcídio Amaral (PT-MS); dinheiro, segundo contou em seu depoimento nos termos do acordo de delação premiada firmado com a Justiça, teria sido  teria sido entregue a suposto "amigo" de infância do parlamentar identificado apenas como Godinho (Foto: Paulo Emílio)

247 - O lobista Fernando Soares, mais conhecido como Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção e desvios na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato, afirmou ter pago propinas entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão  ao senador Delcídio Amaral (PT-MS). O dinheiro teria sido entregue a suposto "amigo" de infância do parlamentar identificado apenas como Godinho.

Segundo o depoimento, prestado dentro do acordo de delação premiada que Baiano fechou com a Justiça, Baiano, ele eria sido apresentado a Godinho ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. Cerveró, que encontra-se preso por participar do esquema, teria orientado os procedimentos para o pagamento da propina originária da compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela Petrobras.

Segundo o depoimento, os recursos teriam sido repassados em "cinco ou seis" encontros com Godinho, no segundo semestre de 2006 e no começo de 2007. "Godinho provavelmente foi [ao Rio] depois das eleições, pois se recorda de ele comentar que ainda precisava pagar dívidas de campanha", declarou Baiano à Justiça. Na época, Delcidio Delcídio perdeu as eleições para o governo do Rio Grande do Sul.

Ainda de acordo com o termo do depoimento, baiano teria dito que "não tinha contato com Delcídio neste episódio, pois apenas tinha contato com ele na época em que [o senador] foi diretor da Petrobras". Delcidio Amaral foi diretor da área de óleo e gás da Petrobras no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB, entre 1995 e 2002).

Procurado pelo jornal Folha de São Paulo, o senador Delcídio Amaral teria dito que recorreria à nova lei de "direito de resposta", caso o veículo de comunicação divulgasse o teor do depoimento feito por Fernando Baiano. Ele também não teria dito se conhece a pessoa citada pelo delator em seu depoimento.