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Barusco: empreiteiras que pagavam tinham tratamento especial

O ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, um dos delatores da Operação Lava Jato, disse, em depoimento ao juiz Sergio Moro, as grandes empreiteiras, investigadas no processo, concordavam em pagar propina pois "julgavam que a situação era boa para elas"; "Elas se sentiam comandando o mercado, tinham encomendas e não queriam que as coisas mudassem. Era para manter aquele status quo. Eles recebiam tratamento especial por pagar propina", afirmou

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O ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, um dos delatores da Operação Lava Jato, disse, em depoimento ao juiz Sergio Moro, as grandes empreiteiras, investigadas no processo, concordavam em pagar propina pois "julgavam que a situação era boa para elas"; "Elas se sentiam comandando o mercado, tinham encomendas e não queriam que as coisas mudassem. Era para manter aquele status quo. Eles recebiam tratamento especial por pagar propina", afirmou (Foto: Valter Lima)
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247 - O ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, um dos delatores da Operação Lava Jato, disse, em depoimento ao juiz Sergio Moro, as grandes empreiteiras, investigadas no processo, concordavam em pagar propina pois "julgavam que a situação era boa para elas".

"Elas se sentiam comandando o mercado, tinham encomendas e não queriam que as coisas mudassem. Era para manter aquele status quo. Eles recebiam tratamento especial por pagar propina", afirmou.

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Em seu depoimento, Barusco disse que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto atuava como interlocutor do partido na arrecadação de propina de contratos da Petrobras. Segundo ele, a arrecadação era "endêmica" e "institucionalizada" e abasteceu o PT pelo menos desde 2004.

Conforme o delator, os cofres do PT passaram a receber propina da Petrobras há pouco mais de onze anos, mesmo período em que Barusco e o então diretor de Serviços da estatal Renato Duque também deram início ao rateio de vantagens indevidas recolhidas de empreiteiras.

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Na diretoria chefiada por Duque, a propina era normalmente de 1% dos valores dos contratos, sendo 0,5% para funcionários da estatal e 0,5% para o PT.

O lobista Júlio Camargo, um dos delatores do esquema de corrupção na Petrobras, também prestou depoimento à Justiça Federal e disse que Renato Duque era responsável pela arrecadação de propina nos contratos de empreiteiras com a diretoria que chefiava.

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Ligado à Toyo Setal, Camargo afirmou que o pagamento variava sempre em torno de 1% do valor dos contratos - e que Duque dizia que parte do dinheiro se destinava a "compromissos políticos".

 

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