Bilionários participam da elaboração da reforma do ensino médio

Na primeira audiência pública feita no Congresso para debater a reforma do ensino médio, as ocupações foram um dos temas abordados; 'contudo, as falas de alguns parlamentares são o desenho perfeito da falta de compreensão das demandas feitas pelos estudantes', diz publicação da jornalista Helena Borges, do The Intercept Brasil, que questiona o interesse de bilionários brasileiros que estão contribuindo para formular a proposta de reforma; entre eles está Denis Mizne (foto), diretor-executivo da Fundação Lemann; Jorge Paulo Lemann é o homem mais rico do Brasil e 19º entre os mais ricos do mundo; confira a lista completa

Na primeira audiência pública feita no Congresso para debater a reforma do ensino médio, as ocupações foram um dos temas abordados; 'contudo, as falas de alguns parlamentares são o desenho perfeito da falta de compreensão das demandas feitas pelos estudantes', diz publicação da jornalista Helena Borges, do The Intercept Brasil, que questiona o interesse de bilionários brasileiros que estão contribuindo para formular a proposta de reforma; entre eles está Denis Mizne (foto), diretor-executivo da Fundação Lemann; Jorge Paulo Lemann é o homem mais rico do Brasil e 19º entre os mais ricos do mundo; confira a lista completa
Na primeira audiência pública feita no Congresso para debater a reforma do ensino médio, as ocupações foram um dos temas abordados; 'contudo, as falas de alguns parlamentares são o desenho perfeito da falta de compreensão das demandas feitas pelos estudantes', diz publicação da jornalista Helena Borges, do The Intercept Brasil, que questiona o interesse de bilionários brasileiros que estão contribuindo para formular a proposta de reforma; entre eles está Denis Mizne (foto), diretor-executivo da Fundação Lemann; Jorge Paulo Lemann é o homem mais rico do Brasil e 19º entre os mais ricos do mundo; confira a lista completa (Foto: Romulo Faro)

The Intercept Brasil - Na primeira audiência pública feita no Congresso para debater a reforma do ensino médio, na terça-feira (1º), as ocupações foram um dos temas abordados. Contudo, as falas de alguns parlamentares são o desenho perfeito da falta de compreensão das demandas feitas pelos estudantes.

"Eu não consigo entender as motivações contra a reforma do ensino médio." Deputado Thiago Peixoto (PSD-GO). Talvez, se eles tivessem mais voz nesse debate, não fosse tão difícil compreendê-los.

Em oposição à total surdez para com os estudantes, os parlamentares são todos ouvidos para outro grupo: os representantes de bilionários presidentes de fundações educacionais. Para as audiências públicas que estão por vir foram convidados sete representantes de fundações e institutos empresariais.

Mas, qual o problema em se ter bilionários na mesa de debate? A princípio, nenhum. Na prática, além do fato de que não existe almoço grátis, é necessário observar o tipo de educação que esses grupos vislumbram como o "padrão de qualidade" – lembrando que a própria existência de um "padrão de qualidade", quando se fala sobre educação, já é algo bastante questionável.

Fundações costumam se colocar como apartidárias, porém, ao participarem ativamente da criação e execução de políticas públicas — como está sendo o caso no debate sobre a reforma do ensino médio — comportam-se, elas mesmas, como partidos.

É no mínimo curioso que as propostas de reforma do ensino médio tenham ganhado força logo quando a tutela do MEC passa para as mãos de jovens empreendedores e ex-Lemann fellows (o apelido dado aqueles que receberam bolsa da Fundação Lemann). O Diário Oficial da União do dia 2 de setembro avisou sobre a nomeação de Teresa Pontual, ex-bolsista da fundação, para a Diretoria de Currículos e Educação Integral do MEC. Menos de um mês depois, a MP foi assinada.

Conheça quem são os bilionários que colaboram. 

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