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BNDES compra metade de debêntures da GNA II e reforça projeto energético

Aporte de R$ 375 milhões integra financiamento da UTE GNA II, maior termelétrica a gás natural da América Latina, localizada no Porto do Açu, no RJ

Porto de Açu (RJ) (Foto: Divulgação )

247 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) adquiriu R$ 375 milhões em debêntures emitidas pela GNA II Geração de Energia S.A., valor que corresponde a 50% da oferta total de R$ 750 milhões realizada pela companhia. A outra metade da emissão foi adquirida pela Kinea, por meio de sua vertical de crédito de infraestrutura.

De acordo com informações divulgadas pelo BNDES, os recursos captados com a emissão das debêntures serão destinados à complementação do investimento necessário para a implantação da Usina Termelétrica GNA II. O empreendimento já havia contado com financiamento do banco no montante de R$ 3,93 bilhões, aprovado em novembro de 2020.

Instalada no município de São João da Barra, no norte fluminense, a UTE GNA II é uma usina termelétrica a gás natural em ciclo combinado, com capacidade instalada de 1.672,6 megawatts. A planta entrou em operação comercial em maio de 2025 e, junto com a UTE GNA I, forma o Complexo Termelétrico do Porto do Açu, considerado o maior parque termelétrico a gás natural da América Latina.

Durante a fase de implantação, o projeto teve impacto relevante na economia regional, com a geração de cerca de 22 mil empregos diretos e indiretos ao longo das obras. O complexo é apontado como estratégico para o sistema elétrico nacional, sobretudo em momentos de maior demanda ou restrição hídrica.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o apoio ao empreendimento está alinhado às diretrizes do governo federal para o setor energético. “O projeto aprovado pelo BNDES integra a estratégia do governo do presidente Lula de desenvolver e garantir a segurança de abastecimento do sistema elétrico nacional. Além disso, essa usina foi projetada para operar com até 50% de hidrogênio em substituição ao gás natural e para utilizar água do mar, por meio de dessalinização, preservando os recursos hídricos”, afirma.

A participação da Kinea na operação foi realizada por meio de sua área dedicada a crédito de infraestrutura, com foco em ativos considerados maduros e de menor risco. Para a gestora, o perfil do projeto foi determinante para a decisão de investimento.

“É um investimento em um projeto operacional, com garantias reais, fluxo de caixa previsível e sócios robustos. A operação possui impacto direto na economia real e está alinhada com a nossa estratégia de investimentos”, destacou Aymar Almeida, sócio e gestor de infraestrutura da Kinea.

Fundada em 2007, a Kinea Investimentos é uma gestora independente que integra o grupo Itaú e administra atualmente mais de R$ 144 bilhões em ativos. A empresa atua em diferentes segmentos do mercado financeiro e afirma ter sua atuação baseada na busca por retornos consistentes no longo prazo, combinando especialização técnica e diversificação de estratégias.