BNDES corta programas para o agronegócio e volta a irritar ruralistas

Relações entre o setor do agronegócio e o governo Jair Bolsonaro , que já andavam tensas, ganharam um novo componente com a decisão do BNDES de suspender a concessão de novos financiamentos para o setor no âmbito dos programas Moderfrota e Inovagro; deputado estadual pelo PSL-SP e integrante da bancada ruralista Frederico d'Ávila já havia alertado Bolsonaro de que "só vale ir a uma feira como a Agrishow para levar boas notícias para o setor, caso contrário melhor nem ir"

BNDES corta programas para o agronegócio e volta a irritar ruralistas
BNDES corta programas para o agronegócio e volta a irritar ruralistas

247- As relações entre o setor do agronegócio e o governo Jair Bolsonaro , que já andavam tensas devido aos ataques feitos pelo presidente contra os países islâmicos e que amaçam bilhões de dólares em exportações, ganharam um novo componente com a decisão do Banco Nacional e Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de suspender a concessão de novos financiamentos para o setor no âmbito dos programas Moderfrota e Inovagro, voltados para a compra de equipamentos e máquinas agrícolas, além de inovação tecnológica, respectivamente.

A decisão do BNDES foi anunciada na última quinta-feira (11) sob a justificativa de "comprometimento total dos recursos disponíveis para as citadas linhas de apoio para o ano agrícola 2018/2019". Em português claro, falta dinheiro. "A canelada do governo nos ruralistas vem a poucas semanas da Agrishow, uma das principais feiras do setor, que começa em 29 de abril em Ribeirão Preto (SP)", destaca o jornalista Fabio Zanini, em seu blog no UOL. Segundo ele, o deputado estadual pelo PSL-SP e integrante da bancada ruralista Frederico d'Ávila já havia alertado Bolsonaro de que "só vale ir a uma feira como a Agrishow para levar boas notícias para o setor, caso contrário melhor nem ir", diz.

"A decisão do BNDES é apenas mais uma a decepcionar um setor que apoiou maciçamente Bolsonaro. Os ruralistas são um terço da bancada BBB (boi, bala e Bíblia), principal base política do presidente", observa Zanini. "Eles também aguardam pelo Plano Safra deste ano, temendo que haja cortes ou condições piores com relação a 2018", completa.

 

Frederico d’Ávila

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