Boff: Bolsonaro não tem qualificação, a não ser por tiro e porrada

"Se o capitão chegar à Presidência com o seu general como vice,com estranhas ideias temo pela estabilidade do país. Ele não tem qualificação nenhuma, a não ser por tiro e porrada, para dirigir um pais tão complexo como o Brasil. Seria uma tragédia absoluta", afirmou o escritor e teólogo Leonardo Boff

Boff: Bolsonaro não tem qualificação, a não ser por tiro e porrada
Boff: Bolsonaro não tem qualificação, a não ser por tiro e porrada (Foto: Esq.: ABR / Dir.: Valter Campanato - ABR)

247 - O teólogo e escritor Leonardo Boff usou sua conta no Twitter para fazer um alerta sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro (PSL) ser eleito presidente da República.

"Se o capitão chegar à Presidência com o seu general como vice,com estranhas ideias temo pela estabilidade do país. Ele não tem qualificação nenhuma, a não ser por tiro e porrada, para dirigir um pais tão complexo como o Brasil. Seria uma tragédia absoluta", escreveu o estudioso no Twitter.

Bolsonaro tem como uma de suas marcas declarações polêmicas. Na votação do impeachment, por exemplo, em abril 2016, o parlamentar exaltou Carlos Brilhante Ustra, ex-chefe do Doi-Codi de São Paulo e torturador na ditadura, em seu voto a favor do impeachment no dia 17 de abril. Ao proferir seu voto, ele disse que o coronel é o "pavor de Dilma Rousseff" (veja aqui).

Ustra é apontado como responsável por ao menos 60 mortes e desaparecimentos em São Paulo durante a ditadura e foi denunciado por mais de 500 casos de tortura cometidos nas dependências do Doi-Codi entre 1970 e 1974.

O presidenciável também defende abertamente a pena de morte, manifestou posição contra direitos humanos nos presídios, e é a favor do porte de armas para a população.

De acordo com o parlamentar, "uma minoria de marginais aterrorizam a maioria de pessoas decentes". "Temos que buscar a redução da maioridade penal. Esses marginais não são excluídos. São vagabundos", disse em vídeo publicado em fevereiro de 2014. "Tem que dar vida boa pra esses canalhas (presidiários)? Eles fodem nós a vida toda e nós trabalhadores vamos manter esses caras presos numa vida boa?. "Eles têm que se fuder", disse (relembre).

Sobre a posse de arma, Bolsonaro disse que se trata de "um direito daqueles que querem praticar o direito da legítima defesa" - declaração foi divulgada em vídeo publicado em março do ano passado.

Ele já defendeu o projeto "Cura Gay". Quando era do PP, o congressista chegou a dizer que "ter filho gay é falta de porrada" (assista aqui). O parlamentar também afirmou "que maioria é uma coisa, minoria é outra. Minoria tem que se calar" (veja aqui). 

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