Bolsonaro abre escritório em Jerusalém e ferra o agronegócio brasileiro

O ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, anunciou que o governo Jair Bolsonaro abrirá um escritório diplomático em Jerusalém como extensão da embaixada em Tel-Aviv; iniciativa pode prejudicar o Brasil porque na prática o Bolsonaro reconhece Jerusalém como território de Israel; postura do chefe do Planalto pode afetar as exportações para todos os países árabes, que defendem um estado palestino na região; além disso, trata-se de desperdício de dinheiro público porque toda a atividade empresarial de Israel se concentra em Tel Aviv

Bolsonaro abre escritório em Jerusalém e ferra o agronegócio brasileiro
Bolsonaro abre escritório em Jerusalém e ferra o agronegócio brasileiro (Foto: Alan Santos - PR)

247 - O ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, anunciou nesta domingo (31) que o governo do presidente Jair Bolsonaro abrirá um escritório diplomático em Jerusalém como extensão da embaixada em Tel-Aviv. A iniciativa pode prejudicar o Brasil porque na prática o Bolsonaro reconhece Jerusalém como território de Israel. A postura do chefe do Planalto pode afetar as exportações para todos os países árabes, que defendem um estado palestino na região do Oriente Médio.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou, inicialmente, à imprensa que o escritório seria instalado como "parte da embaixada" do País em Israel, que fica em Tel-Aviv. Minutos depois, o comunicado foi alterado sem esse trecho.

O jornalista Sérgio Utsch, que atua como correspondente internacional, afirmou no Twitter que "palestinos se organizam para pedir embargo de produtos brasileiros em países islâmicos se o Brasil abrir representação diplomática em Jerusalém, ainda que seja um escritório comercial. A informação é de Hannan Ashrawi, diretora da OLP, Organização para Libertação da Palestina".

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