Bolsonaro bajula EUA, mas é visto como risco global por organizações de lá

Enquanto o presidente eleito não mede esforços nem prejuízos para se aproximar dos Estados Unidos, um grupo de 47 importantes organizações da sociedade civil americana divulgou carta apontado que as propostas de Bolsonaro podem provocar danos de amplo alcance e duradouros para comunidades brasileiras e ao meio ambiente; "Os direitos humanos e da comunidade ambiental do Brasil não vão retroceder frente a essa emergência, e nem vamos nós [recuar] em apoio a eles.", diz Christian Poirier, diretor da Amazon Watch

Bolsonaro bajula EUA, mas é visto como risco global por organizações de lá
Bolsonaro bajula EUA, mas é visto como risco global por organizações de lá

247 - Uma carta assinada por 47 organizações da sociedade civil dos Estados Unidos, publicada nesta quinta-feira, 27, alerta que as propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro podem provocar danos de amplo alcance e duradouros para comunidades brasileiras e ao meio ambiente.

Entre as instituições que assinam o documento, publicado no site da organização ambiental Friends of the Earth U.S., estão a Brazilian Studies Association (Brasa), Amazon Watch e Friends of the Earth U.S., além de outras de defesa do meio ambiente, dos direitos de trabalhadores e de mulheres.

Como informa a jornalista Daniele Brant, da Folha de S. Paulo, a extinção do Ministério do Trabalho e do Ministério dos Direitos Humanos é vista com especial cautela pelas organizações. "Esses planos levantam temor de que o futuro governo vai procurar enfraquecer os esforços para proteger os direitos dos trabalhadores e outros direitos humanos."

Para Christian Poirier, diretor da Amazon Watch, a eleição de Bolsonaro representa "uma crise para os direitos humanos, para a floresta amazônica e para o nosso clima global". "Um aumento nos ataques violentos contra a população indígena e movimentos sociais já ocorreu desde a eleição. Os direitos humanos e da comunidade ambiental do Brasil não vão retroceder frente a essa emergência, e nem vamos nós [recuar] em apoio a eles."

Gladys Mitchell-Walthour, presidente da Brasa, afirmou que a intenção é fazer o máximo para "apoiar professores, ativistas e cidadãos brasileiros em geral". "Nós não apoiamos ações antidemocráticas por líderes e cidadãos."

 

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