Bolsonaro chama Trump de "amigo" e vai a seu hotel receber ordens sobre Venezuela

Encontro tem como objetivo repasse de instruções sobre como o Brasil deve agir contra a Venezuela e em defesa dos interesses dos Estados Unidos

Presidente Jair Bolsonaro recebe camisa da seleção de futebol dos EUA do presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca
Presidente Jair Bolsonaro recebe camisa da seleção de futebol dos EUA do presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)
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247 – Jair Bolsonaro, que agrediu a Venezuela ao expulsar seus diplomatas do Brasil, terá um encontro com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em seu hotel neste sábado em Miami. A viagem tem como objetivo o repasse de instruções sobre como o Brasil deve agir contra a Venezuela e em defesa dos interesses dos Estados Unidos. Confira o tweet de Bolsonaro e reportagem a respeito do caso:


Sputnik Brasil - Portaria publicada nesta quinta-feira (5) no Diário Oficial pelo chanceler Ernesto Araújo determinou a remoção de quatro diplomatas e 11 oficiais de chancelaria brasileiros da Venezuela. 

O gesto marca mais uma etapa do distanciamento do governo de Jair Bolsonaro da gestão de Nicolás Maduro. 

Dois diplomatas foram removidos da Embaixada brasileira em Caracas, um do consulado-geral do Brasil na cidade e outro do consulado brasileiro em Ciudad Guayana.

Também fazem parte da lista seis assistentes de chancelaria, dois oficiais de chancelaria, dois agentes administrativos e um administrador.

Além de Caracas e Ciudad Guayana, perderam funcionários o vice-consulado em Santa Elena de Uairén, cidade próxima à fronteira com Roraima. 

Segundo a revista Veja, o Itamaraty começou a colocar em prática o desmonte da rede consular no país vizinho, reduzindo os cincos postos diplomáticos brasileiros na Venezuela. 

O Ministério das Relações Exteriores pode contratar uma empresa de segurança para proteger a Embaixada em Caracas, mas ainda não se sabe o destino dos imóveis brasileiro no país, nem o que acontecerá com os funcionários venezuelanos. 

O processo de retirada total, no entanto, de acordo com o jornal O Globo, pode demorar cerca de dois meses. 

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