Bolsonaro critica Moraes por operação contra empresários e ameaça: "não falta mais nada" para problema grave no Brasil

"No meu entender, não falta mais nada para que realmente possamos ter um problema grave no Brasil provocado por uma pessoa", disse Jair Bolsonaro em referência ao ministro do STF

www.brasil247.com - Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes
Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Foto: ABR)


Reuters - O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira que "não falta mais nada" para um problema grave no país, ao criticar a operação da Polícia Federal (PF) que mirou empresários que pregavam, em um grupo de WhatsApp, um golpe de Estado em caso de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro.

Em sua transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais, Bolsonaro cobrou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra os empresários, apresente os fundamentos de sua decisão, e fez um alerta sobre conflitos ou tumultos envolvendo a estabilidade institucional.

"No meu entender, não falta mais nada para que realmente possamos ter um problema grave no Brasil provocado por uma pessoa", disse em sua live semanal, referindo-se ao magistrado.

"A gente espera que o ministro Alexandre de Moraes apresente a fundamentação dessa operação o mais rápido possível. Porque agora nós estamos vendo que a escalada contra a liberdade, aquilo que eu sempre tenho falado, tem se avolumado em cima destes empresários", disse, citando a liberdade de expressão como "sagrada".

A operação da PF na terça-feira mirou em oito empresários --José Isaac Peres, CEO da Multiplan; Meyer Nigri, presidente do Conselho de Administração da Tecnisa; Luciano Hang, fundador da Havan; Afrânio Barreira Filho, fundador do Coco Bambu; Ivan Wrobel, dono da W3 Engenharia; José Koury, dono do Barra World Shopping; Marco Aurélio Raymundo, fundador da Mormaii; e Luiz André Tissot, fundador da loja de móveis Sierra- -marcou um novo embate entre Bolsonaro, seus aliados e Moraeso, que já foi até mesmo chamado de "canalha" pelo presidente.

Bolsonaro disse que conhece "muito bem" dos dois empresários envolvidos na operação. "Trocam informações no zap comigo", admitiu o presidente, que não identificou os empresários.

O presidente, que logo antes da live participou de um evento ao lado de Moraes --a posse da ministra Maria Thereza como presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ)-- também criticou o magistrado por ter se baseado, segundo Bolsonaro, em reportagem da imprensa para autorizar a operação contra os empresários.

"Pelo que tudo indica, até o momento, baseado em uma matéria de jornal, foi-se quebrado sigilo de todos eles, oito empresários. Depois foi feita a apreensão de celulares, bloqueio de bens", afirmou.

A operação de terça-feira abalou uma frágil aproximação entre Moraes e Bolsonaro apenas um dia após o presidente falar em pacificação com magistrado, e a campanha do candidato à reeleição avaliou que há risco de acirramento nas ações de apoiadores, enquanto há quem tenha apontado um "caráter didático" da decisão.

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