Bolsonaro defende ditadura de Pinochet ao falar sobre protestos no Chile

Em Tóquio, Bolsonaro afirmou nesta manhã que os protestos no Chile acontecem porque em 1990 acabou a ditadura do general Augusto Pinochet. Ele defendeu a submissão completa dos países da América Latina aos Estados Unidos

Jair Bolsonaro conversa com a Imprensa (22 out) na saída para a cerimônia de entronização
Jair Bolsonaro conversa com a Imprensa (22 out) na saída para a cerimônia de entronização (Foto: José Dias/PR)

247 - “O problema do Chile nasceu em 1990, que ninguém dá valor para isso. Naquela época, as Farc fizeram parte, Fidel Castro, isso tudo. E qual o espírito dessa questão? Primeiro é bater contrário às politicas americanas, imperialistas, segundo eles. E depois são os países que se auto ajudam para chegar ao poder". Assim Bolsonaro "explicou" a crise chilena após tomar café da manhã nesta terça-feira (22) em Tóquio. O general Augusto Pinochet tomou o poder após um golpe militar contra o presidente Salvador Allende em 1973 e governou o Chile até março de 1990 -numa das ditaduras mais sanguinárias do continente.

A violenta repressãodo governo de Sebastián Piñera, aliado de Bolsonaro no continente, já deixou mais de 10 mortos e a juventude chilena está sendo alvo de um verdadeiro massacre pelas tropas policiais. O país rapidamente escorrega de volta à ditadura.]

Os protestos no Chile são resultado da aplicação das receitas econômicas e sociais ultraliberais -em especial com a liquidação da Previdência Social do país. As medidas implementadas no Chile são idênticas às adotadas no Brasil pelo governo Bolsonaro. O ministro da Economia, Paulo Guedes, trabalho no fim do governo Pinochet no Chile e é, como Bolsonaro, um ardoroso defensor da ditadura.

Também em Tóquio,em entrevista à imprensa, o chanceler Ernesto Araújo, o ministro terraplanista de Bolsonaro, afirmou que o governo acompanha a quase insurreição chilena com “bastante atenção” e garantiu que tudo está "sob controle", por conta das conversas que mantém com o chanceler do Chile, Teodoro Ribera, também de extrema direita.

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