Bolsonaro defende perseguições da ditadura e critica "abuso" no número de beneficiados por Comissão da Anistia

Jair Bolsonaro, que já exaltou o regime militar e idolatra o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, criticou o número de indenizações pagas pela Comissão de Anistia pelos crimes praticados por militares durante a ditadura. "Um abuso", disse

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado | Reprodução)
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Ricardo Brito, Reuters - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, em transmissão pelas redes sociais, que houve um “abuso” na concessão de indenizações pagas pela Comissão de Anistia, colocando novamente em xeque perseguições e crimes sofridos por cidadãos durante a ditadura militar.

Ao lado da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, a quem a comissão está subordinada, Bolsonaro disse que tem “muita coisa errada” entre as pessoas que tiveram indenizações aprovadas, e chegou a questionar a bandeira de luta de quem requereu indenização.

“Por que causa essas pessoas lutavam no Brasil? Por quê?”, questionou o presidente, embora tenha admitido que teve gente que “sofreu alguma coisa”.

“Nenhum regime é perfeito”, ressalvou Bolsonaro, que é ex-militar e defensor do que chama de regime militar.

“Trinta e oito mil pessoas é gente demais, abuso”, criticou ele, sobre o suposto número de beneficiários de indenizações. “Essas coisas atrasam o Brasil”, reforçou.

Damares disse que já foram pagos 12 bilhões de reais em indenizações pela comissão, a maior parte por governos passados, para fazer reparação a vítimas da ditadura.

A ministra disse que o trabalho já deveria ter acabado e que ainda há casos para serem enfrentados pelo colegiado que envolvem os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. “É muita ideologia ali, mas estamos aplicando a lei”, afirmou ela, ao complementar que a comissão tem um corpo técnico para apreciar essas questões.

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