Bolsonaro defende volta do futebol: chance de jogadores morrerem de covid 'é pequena'

Jair Bolsonaro afirma que Ministério da Saúde e Anvisa devem dar parecer favorável para a volta do futebol e revela ter consultado Renato Gaúcho, técnico do Grêmio

(Foto: Marcos Correa)
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247 -Jair Bolsonaro voltou a defender a volta do futebol e diz que chance de jogadores morrerem de Covid-19 é infinitamente pequena. Ele afirmou ainda que o Ministério da Saúde e a Anvisa devem emitir parecer favorável para as atividades serem retomadas sem torcida. 

Em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre, nesta quinta-feira (3), sem citar nenhum estudo científico, Bolsonaro disse que o fato de de serem jovens e terem boas condições físicas, os jogadores profissionais têm risco pequeno de morrer caso sejam infectados pelo novo coronavírus.

"No momento, existe já muita gente que entende, que está no meio futebolístico, que é favorável à volta porque o desemprego está batendo à porta dos clubes também. Com essa idade jovem, o jogador, ele dificilmente, caso ele seja acometido do vírus, a chance de ele partir para a letalidade é infinitamente pequena. Até pelo estado físico, pela higidez que tem esse atleta. Agora, eles têm que sobreviver", disse Bolsonaro.

O presidente do Palmeiras, time de coração de Bolsonaro, Mauricio Galiotte, criticou a proposta e disse que é preciso ter muito cuidado antes de decidir quando e como será o retorno do time aos treinos na Academia de Futebol.

E acrescenta: "Não sou eu que vou abrir ou não o futebol, mas já conversei com o ministro da Saúde e dar um parecer um nesse sentido, para que o futebol volte sem torcida. Então, da nossa parte, esse parecer deve ser feito, como acertado com o ministro Nelson Teich e como parece que também a Anvisa vai dar um parecer nesse sentido".

Bolsonaro disse que chegou a essa posição conversando com o treinador do Grêmio, Renato Gaúcho.

"Sim, algumas vezes eu liguei para o Renato Gaúcho para exatamente ter informações dele do que pensa o atleta no tocante a voltar o futebol ou não. Como também tenho conversado, já falei algumas vezes, com o senhor Caboclo e o Feldman, da CBF. A decisão de voltar o futebol não é minha, não é do presidente da República. Mas nós podemos colaborar. Desde lá de trás, quando conversei com o Renato Gaúcho a primeira vez, eu falei: ‘Renato, por mim volta’. Ele falou ‘mas há um sentimento entre os jogadores de que não pode voltar agora’, porque o povo estava apavorado. Ainda está apavorado".

A CBF divulgou nota oficial sobre uma reunião feita por videoconferência com as 27 federações estaduais. A posição foi de retomada do futebol “assim que possível fazê-lo com garantia de segurança e saúde para todos os envolvidos.”

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