Bolsonaro diz que é 'mentira' que a Amazônia esteja em chamas ou sendo desmatada

Durante encontro com presidentes de países que compartilham a floresta, Jair Bolsonaro disse que a Amazônia é "preservada por si só". "Até mesmo por ser floresta úmida, não pega fogo. Então essa história de que a Amazônia arde em fogo é uma mentira", afirmou

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247 - Jair Bolsonaro demonstrou incômodo e chamou de "mentira" as críticas de que a Amazônia brasileira "arde em chamas". Durante participação na II Cúpula Presidencial pela Amazônia, com presidentes de países que compartilham a floresta tropical, nesta terça-feira, 11, Bolsonaro culpou um suposto interesse econômico internacional na floresta. 

"Nós bem sabemos da importância dessa região para todos nós, bem como os interesses de muitos países outros nessa região. Também sabemos o quanto somos criticados de forma injusta por parte de outros países do mundo. Nós, com perseverança, com determinação e com verdade, devemos resistir", afirmou Bolsonaro.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na Floresta Amazônica registrou queda de 26,7% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. No entanto, a derrubada da floresta cresceu 34,5% no acumulado em 12 meses, se comparado com o mesmo período anterior. Entre agosto de 2019 e julho de 2020, a área desmatada chegou de 9.205 quilômetros quadrados 

Bolsonaro disse ainda que tem convidado embaixadores a sobrevoarem com ele a Amazônia e disse que, no trecho entre Manaus e Boa Vista, eles não encontrarão "nenhum foco de incêndio", porque a floresta é "preservada por si só". 

"Até mesmo pela sua pujança, bem como por ser floresta úmida, como em grande parte (da região) dos senhores, não pega fogo. Então essa história de que a Amazônia arde em fogo é uma mentira. E nós devemos combater isso com números verdadeiros. É o que estamos fazendo aqui no Brasil", afirmou. 

Participaram da videoconferência desta terça os presidentes Ivan Duque (Colômbia), Martín Vizcarra (Peru), Lenin Moreno (Equador) e Jeanine Ãnez (Bolívia), além de representantes da Guiana e do Suriname.

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