Bolsonaro diz que gostaria de ter interferido no Enem contra “questões ideológicas”

“Se eu pudesse interferir, pode ter certeza, a prova estaria marcada para sempre com questões objetivas de fato. Não com questões ideológicas, como ainda vimos nessa prova”, disse Jair Bolsonaro em cerimônia no Planalto

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Jair Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR | Shutterstock)
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247 - Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (24), Jair Bolsonaro afirmou que gostaria de ter interferido no Enem. A declaração é feita em meio à crise do Inep, entidade que realiza o exame onde 37 servidores renunciaram aos seus cargos denunciando “pressão insuportável” para evitar alguns temas na elaboração das perguntas.

“Estamos, aos poucos, mudando isso. Acusaram a mim e ao ministro Milton de ter interferido na prova do Enem. Se eu pudesse interferir, pode ter certeza, a prova estaria marcada para sempre com questões objetivas de fato. Não com questões ideológicas, como ainda vimos nessa prova.”

Bolsonaro comentou a notícia de que teria pedido que o termo “golpe de 64” fosse substituído por “revolução” - sem confirmar ou negar - e acrescentou que gostaria de ter acrescentado uma pergunta sobre o regime militar.

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“Até na imprensa saiu, né, que eu queria botar questões da ditadura militar. Não vou discutir se foi ou não foi ditadura militar. Mas eu queria botar sim uma questão se pudesse: ‘Quem foi o primeiro general que assumiu em 1964?’ Foi Castello Branco. ‘Em que data?’ Duvido que a imprensa acertaria”, disse.

Enem não recebe novas questões e prova de 2022 está ameaçada

Os servidores do Inep alertam que o Banco Nacional de Itens (BNI), que reúne questões testadas e aprovadas para entrarem nas provas do Enem, está acabando. Atualmente, segundo duas pessoas do Inep que participaram da elaboração das provas, não há questões disponíveis para o exame de 2022. 

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Desde o fim do governo Temer, o banco nunca recebeu novos itens, ao contrário do que ocorria todos os anos, em gestões anteriores. Essa falta de novas perguntas explica, por exemplo, por que não houve uma só questão ou texto citando a pandemia de Covid-19. Entenda abaixo na explicação do professor de Educação Daniel Cara.

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