Bolsonaro diz que vai assinar MP para comprar vacinas, mas continua estimulando a não vacinação

Jair Bolsonaro prometeu que assina nesta terça-feira uma Medida Provisória liberando R$ 20 bi para comprar vacinas de covid-19. Mas em conversa com um grupo de apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, voltou a menosprezar a imunização

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR | GOVSP)
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247 - Jair Bolsonaro anunciou que assina nesta terça-feira (15), uma Medida Provisória liberando recursos da ordem de R $20 bilhões  para  a aquisição de vacinas contra covid-19. Mas perante apoiadores na frente do Palácio da Alvorada, voltou a menosprezar a vacinação e estimulou críticas à prioridade que os hospitais dão ao atendimento de pacientes com covid.

Sem máscara de proteção, Bolsonaro cumprimentou e tirou fotos com apoiadores, em mais um dia no qual contrariou estudos científicos e recomendou tratamentos com remédios sem eficácia comprovada. 

Bolsonaro disse que a vacina "não é obrigatória". E amedrontou as pessoas , advertindo para os efeitos colaterais da vacina contra covid-19. Disse que as pessoas vão ter que assinar o termo de responsabilidade, se quiserem tomar". Enfatizou que a farmacêutica Pfizer é bem clara no contrato, ao escrever que não se responsabiliza por efeito colateral. "Tem gente que quer tomar, então toma. A responsabilidade é sua. Para quem está bem fisicamente, não tem que ter muita preocupação. A preocupação é o idoso, quem tem doença", disse Bolsonaro.

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Bolsonaro age na contração de outros líderes reconhecidos globalmente, como os ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton, que já se prontificaram a promover a vacinação nos Estados Unidos. O presidente brasileiro continua diminuindo o alcance da vacina como a aposta da ciência para que mais vidas não sejam ceifadas pelo novo coronavírus, que já matou cerca de 1,6 milhão de pessoas no mundo, sendo mais de 181 mil somente no Brasil.

Na conversa com os apoiadores, Bolsonaro também usou uma passagem bíblica para criticar a "fraqueza" da crise sanitária. "Tem uma passagem bíblica, Provérbios 24:10. 'Se tu te mostrares fraco na hora da agonia, tua força é pequena'. Tem que encarar, pô! Tem que lutar", afirmou, de acordo com reportagem de O Estado de S.Paulo.

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Bolsonaro reclamou de hospitais que passaram a atender exclusivamente casos de infecção por covid-19, suspendendo atendimentos a pacientes com outras doenças. "Teve hospital que foi fechado só para atender o covid, não fez mais nada. Quem tinha problema e podia ter detectado um câncer precoce está numa situação agora que não adianta mais fazer quimioterapia", argumentou.

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