Bolsonaro e o atual presidente do BC: 'tem que manter isso daí'

O candidato do PSL Jair Bolsonaro resolveu, finalmente, iniciar sua campanha, saindo da zona das bravatas, ameaças e vitimismos; ao ver que o pleito se aproxima, o ex-militar, ainda se recuperando de uma facada na barriga, começou a dar declarações concretas do que seria o seu governo, caso fosse eleito; e, ao contrário do seu mote folclórico "tem que mudar isso daí", Bolsonaro dá mostras de que não quer mudar 'isso daí'; ele diz querer manter o presidente do Banco Central de Temer, o economista Ilan Goldfajn, no mesmo lugar em que está: na condução do BC

Bolsonaro e o atual presidente do BC: 'tem que manter isso daí'
Bolsonaro e o atual presidente do BC: 'tem que manter isso daí' (Foto: REUTERS/Diego Vara)

247 - O candidato do PSL Jair Bolsonaro resolveu, finalmente, iniciar sua campanha, saindo da zona das bravatas, ameaças e vitimismos. Ao ver que o pleito se aproxima, o ex-militar, ainda se recuperando de uma facada na barriga, começou a dar declarações concretas do que seria o seu governo, caso fosse eleito. E, ao contrário do seu mote folclórico "tem que mudar isso daí", Bolsonaro dá mostras de que não quer mudar 'isso daí'. Ele diz querer manter o presidente do Banco Central de Temer, o economista Ilan Goldfajn, no mesmo lugar em que está: na condução do BC. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca, no entanto, que não é exatamente Bolsonaro que quer manter 'isso daí', é seu alter ego para a economia, o economista Paulo Guedes. Segundo pessoas ligadas à campanha do PSL, Guedes insiste com Bolsonaro na independência do BC como fundamento básico da economia, assunto que o ex-militar não entende muito bem.

A matéria acrescenta que: "um convite formal não chegou a ser feito, mas Guedes já teria o sinal positivo do presidenciável para o nome de Ilan no comando do BC. Na avaliação da equipe do candidato, Ilan poderia ajudar a neutralizar a insegurança de investidores quanto à capacidade de Bolsonaro enfrentar as dificuldades que já se apresentam para o primeiro ano de mandato".

A situação para o virtual novo presidente do BC não será fácil: "o novo presidente assume o cargo já precisando de autorização do Congresso para cobrir R$ 285 bilhões em gastos obrigatórios, como aposentadorias e programas sociais. Desde o fim de julho, Guedes e Ilan se encontraram duas vezes. Falaram sobre o nervosismo do mercado com a eleição e sobre a alta do dólar".

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