'Bolsonaro é um perigo que não pode ser subestimado', alerta professor de Harvard

Para o cientista político Yascha Mounk, vinculado à Universidade de Harvard e autor do livro "O Povo Contra a Democracia", o presidente Jair Bolsonaro "é um perigo que não pode ser subestimado"; "Por causa da disfuncionalidade do sistema político e das circunstâncias locais, não posso dizer que o Bolsonaro vai ser um ditador amanhã ou que a democracia está perdida. Mas, se vocês não fizerem a coisa correta, se subestimarem o perigo que vem dele, teremos um problema", alertou

'Bolsonaro é um perigo que não pode ser subestimado', alerta professor de Harvard
'Bolsonaro é um perigo que não pode ser subestimado', alerta professor de Harvard (Foto: Isac Nóbrega/PR)
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247 - Para o cientista político Yascha Mounk, vinculado à Universidade de Harvard e autor do livro "O Povo Contra a Democracia", o presidente Jair Bolsonaro "é um perigo que não pode ser subestimado". "Por causa da disfuncionalidade do sistema político e das circunstâncias locais, não posso dizer que o Bolsonaro vai ser um ditador amanhã ou que a democracia está perdida. Mas, se vocês não fizerem a coisa correta, se subestimarem o perigo que vem dele, teremos um problema", disse Mounk ao jornal Folha de S. Paulo.

Segundo Mounk, que veio ao Brasil para o lançamento em português de seu livro, os discurso populistas como os feitos pelos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ou da Venezuela, Nicolás Maduro, possuem uma grande semelhança entre si e denotam para o fim da "democracia liberal. "Ao mesmo tempo, é importante não fazer drama demais", ressaltou sobre o discurso da oposição.

Para ele, a agressividade registrada nas redes sociais por grupos de seguidores, como no caso de Jair Bolsonaro, são a demonstração mais visível de como um formato de mídia pode radicalizar o discurso político. "Os seres humanos tendem a se identificar com um grupo. A maior parte dos grupos, no entanto, tem um mix de diferentes visões sobre diversos assuntos, mas, com as redes sociais, essas diferenças são excluídas. Assim, os grupos se organizam, ganham força política e fragmentam o sistema", explica.

Para ele, o nacionalismo é um "bicho" que "não podemos entregar para as piores pessoas. Elas usam o nacionalismo para dizer que gays não são parte da nação e que opositores também não. Querem transformar seus países numa ditadura. Precisamos usar essa reserva de símbolos sobre o que significa ser um patriota para propósitos positivos", observou.

 

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