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Bolsonaro faz declaração homofóbica sobre o HIV para defender tratamento precoce contra Covid-19

Ao defender o tratamento precoce contra a Covid-19, Jair Bolsonaro chegou a comparar o coronavírus com o HIV. Segundo ele, o vírus HIV “era mais voltado para uma classe específica que tinha comportamentos sexuais diferenciados"

Bolsonaro faz declaração homofóbica sobre o HIV para defender tratamento precoce contra Covid-19 (Foto: REPRODUÇÃO)

247 - Jair Bolsonaro voltou a fazer uso de uma declaração homofóbica ao comparar a Covid-19 com o vírus HIV para defender o uso do “tratamento precoce” contra o coronavírus, que faz uso de medicamentos sem eficácia científica comprovada. Segundo ele, na década de 1980, o tratamento precoce foi utilizado contra o HIV e que o vírus “era mais voltado para uma classe específica que tinha comportamentos sexuais diferenciados”.

“Naquela época, o que foi usado para combater o HIV? O AZT, era comprovado cientificamente? Não. Se não tivesse usado, não chegaríamos no futuro ao coquetel. Que dá quase uma condição de vida normal aquele que contraiu o vírus”, disse Bolsonaro durante um discurso na cidade de Chapecó (SC), nesta quarta-feira (7). 

“Por que não se combateu também? Porque o HIV era mais voltado para uma classe específica, que tinham comportamentos sexuais diferenciados. E também se contraria via injeção e compartilhamento de agulhas. E ninguém foi contra. E chegou-se ao bom termo no futuro. Até hoje não temos uma vacina para isso. A mesma coisa agora a questão do Covid-19. Porque essa campanha contra métodos e médicos e quem fala no tratamento imediato?”, completou. 

Bolsonaro afirmou, ainda, que existe uma “campanha mundial” contra o que ele define como “tratamento imediato” da Covid-19 e que na África “não existe nada” porque “lá existe a ivermectina”. 

O uso do tratamento precoce, que inclui medicamentos sem eficácia comprovada, como a ivermectina e cloroquina, é desaconselhado pelas principais autoridades de saúde em nível mundial, como a Organização Mundial da Saúde. 

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou um aumento de aumento nas notificações por efeitos adversos foi de 558% , além de ao menos nove mortes, decorrente do uso da cloroquina. O medicamento, assim como a ivermectina, integra o chamado “kit covid”, defendido por Bolsonaro. 

Confira a declaração de Jair Bolsonaro na postagem de Samuel Pancher.
 


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