Bolsonaro minimiza esquema de corrupção da família e defende pecuária em terra indígena

Depois da revelação de que seu filho Flávio empregou parentes como funcionários-fantasma na Alerj e desviou salários para o esquema da rachadinha comandado por Fabrício Queiroz, Jair Bolsonaro disse que este é um "problema pequeno" e depois tentou mudar de assunto, falando mais um absurdo; ele defendeu a ocupação de terras indígenas por pecuaristas para baixar o preço da carne

(Foto: Reuters)
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247 - Depois da revelação de que seu filho Flávio empregou parentes como funcionários-fantasma na Alerj e desviou salários para o esquema da rachadinha comandado por Fabrício Queiroz, Jair Bolsonaro disse que este é um "problema pequeno". Pouco depois ele tentou mudar de assunto ao defender a ocupação de terras indígenas por pecuaristas para baixar o preço da carne. 

“O Brasil é muito maior do que pequenos problemas. Eu falo por mim. Problemas meus podem perguntar que eu respondo. Dos outros, não tenho nada a ver com isso", disse Bolsonaro nesta quinta-feira (19)ao ser questionado pela imprensa sobre a ação do MP-RJ deflagrada ontem e que teve o filho, o senador Flávio Bolsonaro, e o ex-assessor Fabricio Queiroz como alvos. Ele também fez insinuações sobre o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), ao ser questionado, sobre a operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em endereços ligados ao seu filho e a assessores. 

Pouco depois, ele  defendeu a abertura das terras indígenas para exploração comercial. "O preço da carne subiu. Nós temos de criar mais bois aqui, para diminuir o preço da carne e eles podem criar boi” disse Bolsonaro.

"O índio vai poder fazer em sua terra o que o fazendeiro faz na dele", ressaltou. "Se quer pegar a sua terra e arrendar para alguém plantar soja ou milho, faça isso, respeitando a legislação nossa", emendou em seguida. acrescentou.  

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