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Bolsonaro protagonizou mais um momento pastelão em meio à crise do coronavírus, diz Mello Franco

"O pastelão do Planalto lembrou um quadro dos Trapalhões. A pretexto de mostrar preocupação com a doença, o capitão e seus ministros se fantasiaram de médicos. O uso cenográfico das máscaras contrariou as normas sanitárias”, diz o jornalista Bernardo Mello Franco

Bernardo Mello Franco e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Carolina Antunes/PR)

247 - O Jornalista Bernardo Melo Franco observa que a entrevista coletiva desta quarta-feira (18), para tratar das ações contra a covid-19, acabou produzindo a” cena de Jair Bolsonaro tapando os olhos com uma máscara cirúrgica, em tentativa desastrada de cobrir o nariz e a boca”, o que, segundo ele, “produziu uma boa alegoria do drama brasileiro”. “Assombrado pela pandemia do coronavírus, o país se vê nas mãos de um sujeito que não consegue proteger o próprio rosto”, emenda.

“O pastelão do Planalto lembrou um quadro dos Trapalhões. A pretexto de mostrar preocupação com a doença, o capitão e seus ministros se fantasiaram de médicos. O uso cenográfico das máscaras contrariou as normas sanitárias”, destaca.

“O presidente dedicou a maior parte da entrevista a atacar a imprensa e provocar adversários. Um dos alvos foi o governador do Rio, que pediu ao povo que evitasse a praia. O capitão também insistiu no discurso de que a mídia fomenta a “histeria”. Uma afronta a jornalistas e profissionais de saúde que tentam informar a população e reduzir a velocidade do contágio”, afirma Mello Franco.

“O jogo de Bolsonaro é outro. Ontem ele mentiu diante das câmeras ao negar que tenha incentivado as manifestações do último domingo. Para seu azar, a farsa foi derrubada em tempo real”, destaca o jornalista. 

“Num surto de sinceridade, Bolsonaro admitiu a falta de estrutura para enfrentar a pandemia” e “voltou a fazer propaganda de si mesmo”, observa.  Pelo volume dos panelaços em diversas capitais, faltou combinar com a torcida”, finaliza.