Bolsonaro comparece a ato golpista acompanhado de ministros e sob gritos de “cloroquina”

Jair Bolsonaro cumprimentou apoiadores neste domingo (17) em frente ao Palácio do Planalto, em companhia de ministros, e se negou a falar com a imprensa após Paulo Marinho revelar nesta manhã que a PF o favoreceu na disputa eleitoral de 2018

(Foto: Reuters)
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247 - Jair Bolsonaro foi ao Palácio do Planalto no fim da manhã deste domingo (17) para, mais uma vez, acompanhar uma manifestação em seu favor. Ele apareceu no alto da rampa do prédio às 12h12, acompanhado de pelo menos 11 ministros, entre eles Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), André Mendonça (Justiça), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Onyx Lorenzoni (Cidadania), Tereza Cristina (Agricultura), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Abraham Weintraub (Educação). A informação é do jornal O Globo. 

Em vários momentos da manifestação, os participantes entoavam música exaltando a cloroquina, medicamento que o presidente defende com o panaceia na pandemia, mas sem comprovação de eficácia contra a Covid-19.

“Manifestação pura da democracia. Estou muito honrado com isso. O governo federal tem dado todo o apoio para atender as pessoas que contraíram o vírus e esperamos brevemente ficar livre dessa questão, para o bem de todos nós. O Brasil, tenho certeza, certeza, voltará mais forte”, declarou Bolsonaro aos manifestantes, como informou o jornal Folha de S.Paulo. 

Na saída do Palácio da Alvorada, ele apenas cumprimentou apoiadores e se recusou a falar com jornalistas, chegando a repreender o ministro Luiz Eduardo Ramos por ter trocado comentários informais com um repórter. Segundo Bolsonaro, ele não deveria responder a nenhuma pergunta porque a imprensa"deturpa tudo".

A recusa de conversar com a imprensa acontece no mesmo dia em que surgiu um novo escândalo contra a família Bolsonaro e revelando mais uma fraude na eleição de 2018. O empresário Paulo Marinho, que foi suplente de Flávio Bolsonaro na disputa para o Senado, denunciou que Flávio foi orientado pela Polícia Federal a demitir Fabrício Queiroz.

 

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