Bolsonaro quer saída de Bivar e refundação do PSL

Cada vez mais intensa, a guerra interna no PSL está levando Jair Bolsonaro e seus seguidores a brigar na Justiça para afastar da direção o deputado Luciano Bivar e seu grupo, para em seguida refundar a agremiação

247 - “Ou limpamos a casa ou achamos uma casa limpa”, disse à Folha o ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Admar Gonzaga. Ao lado de Karina Kufa, ele tem auxiliado Bolsonaro a encontrar uma saída para o impasse com o PSL, informam as jornalistas Thais Arbex e Talita Fernandes. 

Mas, a advogada considera que Bolsonaro não deve sair do PSL, considerando que a sigla cresceu graças à sua candidatura presidencial em 2018. 

Ela defende a saída de Bivar, "o presidente que está lá desde 1989, que não possibilitou nenhuma eleição interna de forma minimamente democrática”, afirma.   

A guerra interna no PSL atingiu um ponto de ebulição nesta terça-feira (15), quando enndereços ligados a Bivar foram alvo de operação da Polícia Federal. Há versões de que Bolsonaro sabia da operação da PF, sob comando do ministro da Justiça Sérgio Moro.   

Ainda de acordo com a reportagem, os advogados de Bolsonaro estão focados na refundação do PSL, inclusive com a mudança de nome do partido, que tem convenção nacional marcada para dezembro. No entanto, Bivar controla a maioria dos 101 filiados que têm direito a voto.   

Nas contas dos aliados de Bolsonaro, o presidente da República seria “engolido” se fosse para uma disputa de chapa com o grupo liderado por Bivar.   Nestas condições e levando em conta que não há possibilidade de um acordo interno, a aposta de Bolsonaro é a via judicial para provar que o partido, sob o comando de Bivar, não está aplicando os recursos públicos do fundo partidário de maneira correta.

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