Bolsonaro recua e diz que mudança de embaixada para Jerusalém pode não acontecer
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 28, que o Brasil pode abrir um escritório de negócios em Jerusalém, ao invés de transferir a embaixada de Tel Aviv; "[Donald] Trump levou nove meses para definir a mudança da embaixada. Nós talvez abramos um escritório de negócios em Jerusalém", disse ele; transferência de embaixada para atender a interesses dos Estados Unidos prejudica as relações econômicas do Brasil com países árabes
Sputnik Brasil - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que pode abrir um escritório de negócios em Jerusalém.
A Embaixada do Brasil em Israel está localizada em Tel Aviv, mas há planos para transferir a representação para Jerusalém. No próximo domingo Bolsonaro desembarca em Israel no âmbito de uma visita oficial.
Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro defendeu a mudança da representação diplomática brasileira em Israel. Os Estados Unidos e Guatemala já tinham proposto as mesmas mudanças e muitos interpretaram as declarações do brasileiro como uma reverência e alinhamento à política norte-americana. O assunto, no entanto, ainda está em análise, pois o próprio presidente eleito, depois dos protestos de diversos países árabes, desmentiu as suas intenções.
"Talvez a gente abra um escritório de negócios", disse Bolsonaro nesta quarta-feira.
"[Donald] Trump levou nove meses para definir a mudança da embaixada. Nós talvez abramos um escritório de negócios em Jerusalém", disse o chefe de Estado à imprensa nesta quinta-feira, depois de uma cerimônia no Clube do Exército, em Brasília.
Ele também defendeu uma aproximação de Israel. "Israel, Estados Unidos e Brasil e outros países já começaram a votar diferentemente da forma tradicional que é do lado da Palestina. Nós queremos direitos humanos de verdade. Quem define questões de Estado, é o Estado de Israel", concluiu ele.
Jerusalém é objeto de confrontos e disputas entre palestinos e israelenses. Ambos reivindicam o local como sagrado. Para evitar o agravamento da situação, os países consideram Tel Aviv como a capital administrativa de Israel, onde ficam as representações diplomáticas internacionais, informou Agência Brasil.
