Bolsonaro reedita Collor e pede à população para ir às ruas com verde e amarelo no 7 de Setembro

Como Fernando Collor em 1992, Jair Bolsonaro convocou a população brasileira para sair às ruas de verde e amarelo no dia 7 de setembro. A suposta razão é a soberania da Amazônia, mas a real percepção que se alastra pelo governo é a de isolamento político do presidente. Em 1992, os brasileiros vestiram preto e aceleraram o pedido de impeachment de Collor

247 - Como Fernando Collor em 1992, Jair Bolsonaro convocou a população brasileira para sair às ruas de verde e amarelo no dia 7 de setembro. A suposta razão é a soberania da Amazônia, mas a real perxepção que se alastra pelo governo é a de isolamento político do presidente. Em 1992, os brasileiros vestiram preto e aceleraram o pedido de impreachment de Collor. 

A reportagem do jornal O Globo destaca que "Bolsonaro fez uma crítica indireta ao presidente da França, Emmanuel Macron, por ter defendido um debate sobre a internacionalização da Amazônia, dizendo que essa declaração "mexeu" com os brasileiros e com a população de outros países da Amazônia."

depois de permitir e estimuar queimadas na Amazônia, Bolsonaro axcusou o golpe de mexer com o cenário internacional e adotou uma posição surpreendentemente defensiva: "um presidente lá do outro lado do Atlântico resolver falar uma coisa que tocou a todos nós, falar em soberania relativa (da Amazônia). Mexeu conosco. Nós, brasileiros, e com os demais países da região amazônica. Nós queremos, sim, tirar uma posição disso. Isso serviu para acordar muita gente no Brasil que nem sabia o que era Amazônia."

A matéria ainda acrescenta: "O apelo de Bolsonaro foi feito durante cerimônia, no Palácio do Planalto, de lançamento da “Semana do Brasil”, uma campanha publicitária para incentivar descontos e promoções durante os dia 6 e 15 de setembro, como parte da comemoração do Dia da Independência. A ideia é que a campanha seja repetida todos os anos. De acordo com o governo, até o momento 4.680 empresas e entidades estão participando."

Em matéria de 3 de setembro de 2015, o mesmo jornal O Globo lembrava a infeliz ideia de Collor em convocar a população para as ruas com verde e amarelo: "a história recente do Brasil mostra que convocar a população para ir às ruas vestindo verde e amarelo nem sempre é uma boa ideia. No dia 13 de agosto de 1992, o então presidente Fernando Collor de Mello, que era alvo de uma CPI no Congresso, usou uma solenidade com taxistas no Palácio do Planalto para, aos gritos e socos no púlpito, convocar “todo o Brasil” a ir às ruas, no domingo seguinte, dia 16, vestido com as cores da bandeira do país para mostrar que os defensores do impeachment estavam em minoria. “A minoria atrapalha, a maioria trabalha. Vamos mostrar que já é hora de dar um basta a tudo isso. Vamos inundar o Brasil de verde e amarelo”, disse Collor, em referência aos que defendiam o seu afastamento."

A matéria acrescenta: "o apelo foi reforçado em um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão dois dias depois. Mas o tiro saiu pela culatra. Em várias cidades do país, as pessoas adotaram o preto, com roupas e bandeiras nas fachadas das casas e dos prédios. A reação popular impulsionou a movimento pelo impeachment. No dia 29 de setembro, a Câmara aprovou por 441 votos a favor e 33 contra a abertura do processo contra o então presidente. O processo de impeachment foi instaurado no Senado e, no dia 2 de outubro, Collor foi afastado da Presidência da República, sendo substituído por Itamar Franco. Em dezembro, antes de o Senado aprovar a perda de seu mandato, Collor renunciou ao cargo para o qual havia sido eleito em 1989."

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