Bolsonaro ressuscita Enéas para justificar sua política de destruição da Amazônia

"Enéas Carneiro, Sargento do Exército e Médico, nos dá a certeza da urgência de nos preocuparmos com a rica e cobiçada Amazônia", posta Bolsonaro, junto a um vídeo em que o político, já falecido, diz que os estrangeiros não estão preocupados com a Amazônia, que deve ser militarizada pelo Brasil

(Foto: Reprodução)

247 - Os estrangeiros não estão preocupados realmente com a preservação da Amazônia e com os indígenas, e sim com seus recursos naturais, defendia o político Enéas Carneiro, hoje faleicdo, que já se candidatou à presidência diversas vezes. 

A hipótese não é nova e também nada absurda, mas foi usada por Jair Bolsonaro para legitimar sua política de destruição da região e a sua intenção de entregar a área aos empresários, especialmente do agronegócio. 

O presidente ressuscitou Enéas para legitimar seu plano e postou em sua conta no Twitter neste sabado 17 um vídeo com o discurso do médico e sargento do Exército - que ficou conhecido folcloricamente por seus discursos em tom raivosos.

"Vamos acabar com essa farsa. Vamos proteger o que é nosso. Vamos proteger a Amazônia dos alienígenas. Vamos prestigirar, equipe e remunerar bem nossas Forças Armadas para que elas possam voltar a atuar na proteção da segurança do território nacional", defende Enéas no vídeo.

O gesto de Bolsonaro vem na esteira de dois anúncios feitos nesta semana pelos governos da Alemanha e da Noruega de suspender recursos destinados à preservação da Amazônia. O presidente brasileiro respondeu com grosseria aos dois países, sugerindo à chanceler Angela Merkel que utilizasse o dinheiro para reflorestar seu país e questionando a Noruega se não era aquela que "caçava baleias e explorava petróleo".

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