Bolsonaro se encontrou com Witzel, Toffoli e Aras antes de vazamento sobre caso Marielle

Ao saber que foi citado e que o processo sobre o caso Marielle iria para o STF, Jair Bolsonaro articulou encontros com diversas autoridades para se preparar para um eventual vazamento. Recebeu 3 dos 11 ministros da Corte - Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. As reuniões não estavam previstas na agenda divulgada pelo Planalto

(Foto: Esq.: Alan Santos - PR)

247 - Depois da veiculação de uma reportagem na noite desta terça-feira (29), pelo Jornal Nacional, Jair Bolsonaro afirmou que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, lhe contou no dia 9 de outubro que seu nome foi citado nas investigações sobre o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) e que o processo estava no Supremo Tribunal Federal. Desde então, o ocupante do Planalto articulou encontros com diversas autoridades para se preparar para um eventual vazamento.

Segundo informou Talita Fernandes e Gustavo Uribe, da Folha de S.Paulo, com amigos e aliados e fez diversas consultas sobre como deveria proceder. No dia 16 de outubro, Bolsonaro recebeu 3 dos 11 ministros do Supremo no Palácio do Planalto. Ele teve uma audiência com o presidente da Corte, Dias Toffoli, e com o ministro Alexandre de Moraes. Também conversou sozinho com Gilmar Mendes. As reuniões não estavam previstas na agenda divulgada pelo Planalto.

De acordo com reportagem do Jornal Nacional, exibida na terça-feira (29), o porteiro do condomínio onde mora Jair Bolsonaro disse que à polícia que, horas antes do assassinato, em 14 de março de 2018, Élcio de Queiroz, que digiriu o carro onde outro rapaz atirou em Marielle, entrou no local e afirmou que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. Os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que o então parlamentar estava em Brasília no dia.

Élcio Vieira de Queiroz é o mesmo havia postado no Facebook uma foto ao lado de Bolsonaro. O ex-militar saiu do condomínio de carro junto com o policial militar reformado Ronnie Lessa, que, segundo o Ministério Público (MP-RJ), efetuou os disparos contra o carro de Marielle.

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