Bolsonaro vai fazer reforma ministerial e impõe 'pacto de silêncio' no governo

Jair Bolsonaro quer proibir bate-bocas em público entre membros do governo, como o que aconteceu recentemente entre o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles e o da Secretaria de Governo, general José Luiz Ramos, e dá sinais de que vai fazer pelo menos uma minirreforma

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - São cada vez mais intensos os rumores de que Jair Bolsonaro vai promover ao menos uma minirreforma ministerial, a fim de abrir espaço à participação do Centrão no início do próximo ano.

Nesta terça-feira (27) Bolsonaro  almoçou em uma churrascaria, acompanhado de quatro ministros e outros integrantes do governo. Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Luiz Eduardo Ramos, titular da Secretaria de Governo, que protagonizaram um atrito público na semana passada, não compareceram.

Pela manhã, os dois ministros e todo o primeiro escalão participaram da reunião do Conselho de Governo, no Palácio da Alvorada. Apenas o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, esteve ausente por estar infectado com o coronavírus. Segundo O Estado de S.Paulo, Bolsonaro cobrou um “pacto de silêncio” e pediu novamente aos ministros que evitassem expor divergências internas.

Houve outras brigas entre membros do governo Bolsonaro, entre os ministros da Economia, Paulo Guedes, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. 

Participaram do almoço o ministro da Controladoria-Geral da Presidência (CGU), Wagner Rosário, os ministros Jorge Oliveira (Secretaria Geral da Presidência), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Fábio Faria (Comunicações).

Bolsonaro deixou o restaurante sem falar com a imprensa. O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, ao ser questionado se pode ser alvo da reforma e ganhar uma embaixada, reagiu: “Isso é história”. Quando perguntado sobre mudanças no governo, não respondeu.

A previsão de que haverá uma reforma ministerial nos próximos meses circula no Palácio do Planalto, mas Bolsonaro não comenta oficialmente o assunto. Integrantes do governo dizem que Salles, criticado pela política ambiental, tem chance de ser deslocado para o Ministério do Turismo, no lugar de Marcelo Álvaro Antônio. Ramos, por sua vez, pode ganhar um “cargo de prestígio”, mas o posto ainda não estaria definido.

Na segunda-feira (26), o general Ramos jantou com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques . O ministro Ricardo Salles foi alvo de críticas. Maia condenou Salles abertamente, tomando partido do general Ramos: “O ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo”, escreveu o presidente da Câmara no Twitter, no último dia 24.

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