Bomba explode em mochila de estudante

Caso aconteceu em Santos (SP) e atingiu adolescente de 14 anos, que no se feriu

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Uma bomba caseira explodiu dentro da mochila de uma estudante de 14 anos em uma escola municipal de Santos, na Baixada Santista. Ninguém ficou ferido, mas os pais da vítima estão assustados, registraram queixa na Polícia e pediram a transferência da filha. A escola providenciou a mudança de classe e período da adolescente que colocou o artefato na bolsa da colega.

O incidente aconteceu na escola municipal D. Pedro II, no bairro Ponta da Praia, por volta das 16h da última segunda-feira. Aluna do 9.º ano do ensino fundamental, T.L., de 14 anos, descia a escadaria para o intervalo quando ouviu um grande estrondo na escola. "Todo ano tem uma bomba lá, esse ano foi a segunda vez, mas essa foi bem mais barulhenta e a escola toda tremeu", disse a jovem, que está no colégio desde o primeiro ano.

A sala estava vazia no momento da explosão e a direção da escola chamou a Guarda Municipal e os pais da aluna acusada de ter colocado a bomba. De acordo com a Secretaria da Educação de Santos, a estudante de 15 anos tem histórico de mau comportamento e já recebe orientação pedagógica da escola, mas como "todo jovem tem direito a educação" ela permanecerá matriculada, tendo apenas sido transferida de classe e do período vespertino para o noturno.

"Agora eu que tenho que correr atrás de outra escola porque essa menina vai continuar lá e eu tenho medo que faça algo contra minha filha, porque quem faz isso à tarde vai fazer à noite", disse a mãe de T.L., a auxiliar administrativa Nancy Vieira, de 46 anos.

Segundo Nancy, a prefeitura afirmou que não há vagas disponíveis e colocou a adolescente em uma lista para ser matriculada em uma escola não tão próxima de sua residência. "Eu quero que ela venha para outra escola, mais próxima de casa, porque agora, pelo menos por um tempo, nós vamos acompanhá-la e ela não vai andar sozinha na rua", conta a mãe, que procurou o 3.º Distrito Policial de Santos e registrou a ocorrência.

O caso foi encaminhado para ser apurado pela Delegacia de Polícia da Infância e Juventude (Diju) e T.L. segue em casa, sem ir à escola, dormindo mal e tendo pesadelos. "Tenho medo de revanches e quero mudar de escola porque lá não tem só ela, têm outros. Eu poderia ter me machucado muito porque a mochila voou e foi parar duas carteiras depois", conta a estudante, afirmando que a colega já vinha falando a algum tempo que "aquela classe iria explodir".

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