Boulos é intimado pela PF por tweet contra Bolsonaro com base na Lei de Segurança Nacional

A Polícia Federal enquadrou Guilherme Boulos com base na Lei de Segurança Nacional no início da tarde desta quarta-feira. O líder do PSOL e do movimento dos sem teto foi enquadrado por fazer postagem no twitter com críticas a Jair bolsonaro

(Foto: Facebook/Boulos)
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247 - O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, é mais uma vítima da Lei de Segurança Nacional, criada no período da ditadura para cercear a liberdade de expressão. O líder do movimento pelo acesso à moradia foi enquadrado nesta quarta-feira (21) por fazer postagem no twitter com críticas a Jair Bolsonaro. 

“Fui intimado pela PF na Lei de Segurança Nacional por um tuíte sobre Bolsonaro. A perseguição deste governo não tem limites. Não vão nos intimidar!”, escreveu Boulos. Veja o tuíte:

Segundo a jornalista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, em abril de 2020, Bolsonaro participou de ato em que seus apoiadores pediam intervenção militar e afirmou: "Eu sou a Constituição". A declaração remeteu a frase atribuída a Luís 14, rei da França por 72 anos no século 17: "O Estado sou eu".

Foi quando Guilherme Boulos escreveu o tuite: "Um lembrete para Bolsonaro: a dinastia de Luís XIV terminou na guilhotina...".

Tuite Boulos

Além de Boulos, a PF autuou também o youtuber Felipe Neto, que foi pego de surpresa com a intimação e disse que não irá se calar após sofrer gesto de censura. 

No dia 28 de março, cinco jovens foram presos pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) enquanto estendiam uma faixa de protesto contra Bolsonaro, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. O ativista Rodrigo Pilha passou do regime fechado para o semiaberto em 12 de abril.

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