Boulos ironiza declarações de Ronnie Lessa, acusado de matar Marielle: 'era só uma grande coincidência'

O líder do MTST destacou a proximidade do ex-PM Ronnie Lessa com a família Bolsonaro

www.brasil247.com - Guilherme Boulos, ex-PM Ronnie Lessa e Marielle Franco
Guilherme Boulos, ex-PM Ronnie Lessa e Marielle Franco (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Divulgação)


247 - O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, possível candidato ao governo de São Paulo pelo PSOL, ironizou as declarações do ex-policial militar Ronnie Lessa, preso sob a acusação ser o assassino da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes em 2018, no Rio de Janeiro. O ex-militar disse que não tinha uma relação tão próxima com a família Bolsonaro e demonstrou descontentamento com o abandono do clã presidencial, após a sua detenção.

No Twitter, Boulos destacou que o ex-PM morava no mesmo condomínio de Jair Bolsonaro e do vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos), na capital fluminense. "Ronnie Lessa, miliciano preso acusado de matar Marielle, confirma ter recebido ajuda de Jair Bolsonaro em 2009. Teve contato com Jair, era vizinho de Jair, recebeu ajuda de Jair, mas alega que 'mal o conhecia'...  É tudo uma grande coincidência!", postou o ativista no Twitter.

A então vereadora Marielle Franco foi assassinada em março de 2018 pelo crime organizado. Os atiradores efetuaram os disparos em um lugar sem câmeras na região central do município do Rio e, antes do crime, havia perseguido o carro onde ela estava por cerca de três, quatro quilômetros. 

Marielle era ativista de direitos humanos e tinha o seu mandato na Câmara Municipal do Rio marcado por denúncias contra a violência policial nas favelas e também criticava a atuação de milícias. 

Além de Ronnie Lessa, também está preso Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos e que, segundo as investigações, dirigia o carro no momento do crime. Queiroz também chegou a aparecer em uma foto com Jair Bolsonaro, que teve o seu rosto cortado na imagem.

Lessa também afirmou que o assassinato de Marielle teria sido intermediado pelo ex-capitão Adriano da Nóbrega, chefe Escritório do Crime, grupo de matadores profissionais do Rio. 

Nóbrega morreu durante um confronto com policiais na Bahia, em fevereiro de 2020. Tanto a mãe como a ex-mulher do policial trabalharam para o gabinete de Flávio Bolsonaro quando o atual senador ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

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