Boulos: “se for para um presidente governar para o mercado, cancela as eleições de uma vez”

O coordenador nacional do MTST e pré-candidato à presidência pelo Psol, Guilherme Boulos, também avalia que o País está em uma "encruzilhada" histórica e "não é possível se omitir"; "O MTST entendeu que era o momento de ocupar a política também", afirma; "Na situação em que estamos hoje não tem espaço para se avançar um milímetro em conquistas sociais, em avanços de direitos, em políticas públicas, sem enfrentar os privilégios do 1%. É preciso regular o sistema bancário"

O coordenador nacional do MTST e pré-candidato à presidência pelo Psol, Guilherme Boulos, também avalia que o País está em uma "encruzilhada" histórica e "não é possível se omitir"; "O MTST entendeu que era o momento de ocupar a política também", afirma; "Na situação em que estamos hoje não tem espaço para se avançar um milímetro em conquistas sociais, em avanços de direitos, em políticas públicas, sem enfrentar os privilégios do 1%. É preciso regular o sistema bancário"
O coordenador nacional do MTST e pré-candidato à presidência pelo Psol, Guilherme Boulos, também avalia que o País está em uma "encruzilhada" histórica e "não é possível se omitir"; "O MTST entendeu que era o momento de ocupar a política também", afirma; "Na situação em que estamos hoje não tem espaço para se avançar um milímetro em conquistas sociais, em avanços de direitos, em políticas públicas, sem enfrentar os privilégios do 1%. É preciso regular o sistema bancário" (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e pré-candidato à presidência pelo Psol, Guilherme Boulos, avalia que o País está em uma "encruzilhada" histórica e "não é possível se omitir". "O MTST entendeu que era o momento de ocupar a política também. De ocupar outros espaços para apresentar outro projeto de sociedade e de país. Isso não prejudica em nada a autonomia do movimento", disse.

De acordo com o presidenciável, "se for para um presidente eleito governar para o mercado, cancela as eleições de uma vez. Deixa o mercado indicar. Reúne os quatro maiores bancos do país e define quem é o presidente do Brasil". 

"Para governar para as maiorias no Brasil é preciso enfrentar o 1%. Não tem outra saída. Na situação em que estamos hoje não tem espaço para se avançar um milímetro em conquistas sociais, em avanços de direitos, em políticas públicas, sem enfrentar os privilégios do 1%. É preciso regular o sistema bancário", afirma durante entrevista concedida ao El País.

Dentre as propostas para aumentar os investimentos, Boulos defende a "reforma tributária profunda". "A estimativa dos economistas que trabalham conosco é de que se poderia se arrecadar 120 bilhões ao ano só tributando lucros e dividendos, com uma escala progressiva, o que corresponde a 2% do PIB. Imposto sobre grandes fortunas, que é uma tributação sobre imposto que está parado, poderia render até 0,5% do PIB", continua.

"Aumentar a alíquota de imposto sobre herança também aumentaria a arrecadação. É possível se fazer hoje com que se reduza o pagamento de impostos pelos mais pobres e pela classe média, aumentando, por exemplo, a faixa de isenção do imposto de renda e fazendo com que comecem a pagar impostos para financiar o Estado brasileiro aqueles que estão no topo da pirâmide, o 1%, e você ter condições de sustentar políticas públicas a partir daí. Fazer com que rico comece a pagar imposto é uma questão de justiça tributária", acrescenta.

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