Boulos: Witzel tem um descompromisso repugnante com a democracia
"A decisão de Witzel de encerrar uma exposição para impedir performance que abordava a tortura revela um repugnante descompromisso com os direitos humanos e a democracia. Já havia dito que o Rio 'precisa de uma Guantánamo'. Apologia à tortura é crime e assim deveria ser tratada", afirmou o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos
247 - O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, criticou a censura imposta pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, contra a exposição 'Literatura Exposta', que lembrava torturas cometidas na Ditadura Militar (1964-1985).
"A decisão de Witzel de encerrar uma exposição para impedir performance que abordava a tortura revela um repugnante descompromisso com os direitos humanos e a democracia. Já havia dito que o Rio 'precisa de uma Guantánamo'. Apologia à tortura é crime e assim deveria ser tratada", disse o ex-presidenciável do PSol no Twitter.
.De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o curador exposição, considerou a decisão uma censura: "Fecharam nossa exposição um dia antes da data oficial como forma de impedir que as performances [...] acontecessem", escreveu em sua página no Facebook.