Brasil indica para a ONU embaixador que mistura religião com política

O governo Bolsonaro indicou como representante do Brasil na ONU um diplomata que defende a fé na formulação de políticas públicas. Trata-se do atual secretário de Assuntos de Soberania Nacional e Cidadania, embaixador Fabio Mendes Marzano

Embaixador Fabio Mendes Marzano
Embaixador Fabio Mendes Marzano (Foto: Ipen.br)
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247 - O governo Bolsonaro indicou o embaixador Fabio Mendes Marzano, ligado ao chanceler Ernesto Araújo, como representante do Brasil na ONU. Ele irá substituir Maria Nazareth Farani Azevedo, que deve ir para os EUA.

A informação é do jornalista Jamil Chade, que destaca que o nome de Marzano ainda precisa ser sabatinado no Senado. 

Sua escolha foi interpretada dentro do Itamaraty como uma indicação clara de que o governo não pretende mudar sua postura em temas como gênero, família e religião nos debates internacionais, aponta Chade em sua coluna no UOL

A indicação de Marzano faz parte da guinada ultraconservadora promovida pelo governo de extrema direita de Jair Bolsonaro na abordagem desses temas no palco internacional. Termos como igualdade de gênero, educação sexual e direitos reprodutivos passaram a ser vetados, informa o jornalista, que acompanha em Genebra as atividades das Nações Unidas.

Na ONU, o embaixador Fabio Mendes Marzano se ocupará da pasta de direitos humanos, um dos temas mais delicados da agenda internacional do Brasil. Ele também irá liderar a representação do Brasil na Organização Mundial de Saúde. 

No final do ano passado, Marzano foi o escolhido por Araújo para o representar em um evento organizado pelo governo ultraconservador de Viktor Orban, em Budapeste, para falar justamente sobre a proteção aos cristãos.

Em seu discurso, Marzano explicitou o pensamento do governo. Ao apresentar o Brasil aos demais participantes do evento, ele indicou que uma das principais mudanças geradas pela nova administração do país foi colocar a religião no processo de formulação de políticas públicas.

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