HOME > Brasil

Brasil propõe imparcialidade da ONU sobre guerra na Ucrânia e defende exclusão do termo "agressão"

Nesta quinta-feira, 12, o Conselho de Direitos Humanos da ONU se reúne em caráter emergencial para discutir a situação da guerra na Ucrânia promovida pela Rússia

Brasil propõe imparcialidade da ONU sobre guerra na Ucrânia e defende exclusão do termo "agressão"

247 - O governo de Jair Bolsonaro (PL) quer esvaziar uma resolução que será votada nesta semana na Organização das Nações Unidas (ONU) para retirar as acusações de supostos crimes que os russos cometeram durante a guerra na Ucrânia, segundo o colunista Jamil Chade, no Uol.

O Itamaraty chegou a propor a exclusão do termo "agressão contra a Ucrânia" do projeto de resolução apoiado por europeus e países ocidentais, segundo o jornalista.

Nesta quinta-feira, 12, o Conselho de Direitos Humanos da ONU se reúne em caráter emergencial para discutir a situação da Ucrânia. “Nesta quarta-feira, começaram as negociações nos bastidores para chegar a um acordo sobre uma resolução que será submetida ao voto”, informou o jornalista.

De acordo com Chade, a delegação brasileira fez questão de apresentar propostas para excluir do texto referências que, segundo diplomatas estrangeiros, poderiam comprometer a Rússia. O Itamaraty declarou que não gostaria de ver um texto que fizesse um "pré-julgamento" da situação na Ucrânia, ressaltando que o Brasil defende a realização de investigações independentes sobre a guerra.

“O Itamaraty também sugeriu que seria importante não permitir que o Conselho fosse palco de um debate enviesado, favorecendo apenas um lado do conflito”, disse Chade. O Brasil defende a necessidade de preservar o sistema multilateral e a capacidade de diálogo para que uma saída pacífica seja atingida na guerra, como é a tradição brasileira.

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista: