Brasil tem 59,4 milhões de inadimplentes

Segundo uma nova pesquisa do SPC Brasil, existe atualmente uma legião de 59,4 milhões de brasileiros com o CPF negativado na praça - o que significa que o nome já foi parar nas listas de inadimplentes, após 90 dias de atraso; em janeiro deste ano, o total de negativados chegava a 58,3 milhões de pessoas; há uma elevação de 1 milhão de negativados

O endividamento das famílias atingiu o maior patamar desde junho de 2006
O endividamento das famílias atingiu o maior patamar desde junho de 2006 (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Uma pesquisa inédita do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que será divulgada nesta terça-feira, mostra que o desemprego e a queda na renda ainda são apontados como os principais fatores da inadimplência no país.

O levantamento mostrou que entre as pessoas com contas em atraso em até 90 dias, 26% ainda culpa a perda do emprego pelo calote e outros 14% apontaram a queda na renda como causa. A pesquisa foi feita em todos os estados do país e entrevistou 600 pessoas. Em anos anteriores da pesquisa, o desemprego foi apontado por 28% dos entrevistados (2016) e 33% (em 2015) como maior culpado pelo atraso nas contas.

Atualmente, segundo o SPC Brasil, existe uma legião de 59,4 milhões de brasileiros com o CPF negativado na praça - o que significa que o nome já foi parar nas listas de inadimplentes, após 90 dias de atraso. Em janeiro deste ano, o total de negativados chegava a 58,3 milhões de pessoas. Há uma elevação de 1 milhão de negativados, mas o número continua dentro da margem de erro da pesquisa, segundo explicou o SPC.

- O desemprego e a perda de renda continuam sendo os principais fatores que levam à inadimplência. Mesmo com inflação abaixo de 3% e queda nos juros, o brasileiro ainda não sentiu no bolso os efeitos desse processo. O desemprego continua elevado e a renda segue deprimida, o que ainda afeta a vida financeira das pessoas - diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

As informações são de reportagem de João Sorima Neto em O Globo.

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