Brasil tem recordes de desmatamento, mas o Fundo Amazônia está com R$ 2,9 bilhões parados desde 2019

Enquanto o Brasil bate sucessivos recordes de desmatamento, o Fundo Amazônia tem cerca de R$ 2,9 bilhões parados e sem atividades desde 2019, de acordo com a rede Observatório do Clima (OC)

Ministro Ricardo Salles e Jair Bolsonaro
Ministro Ricardo Salles e Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR | REUTERS/David Mercado)
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247 - O Fundo Amazônia tem cerca de R$ 2,9 bilhões parados e sem atividades desde 2019. O dado foi apresentado nessa segunda-feira (26) pela analista de políticas públicas da rede Observatório do Clima (OC), Suely Araújo, durante em uma audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo ela, desde o início da paralisação do Fundo, o desmatamento na Amazônia aumentou 34% em 2019. Os alertas do Inpe também aumentaram 34% em 2020.

O secretário-executivo do Observatório do Clima, Márcio Atrini, destacou que, "enquanto a sociedade pressiona o governo a desempenhar seu papel constitucional de proteção ambiental, o Planalto cruza os braços e deixa parados bilhões de reais que poderiam ser usados para combater o desmatamento e as queimadas". O relato foi publicado em reportagem publicada pelo jornal O Globo.

No documento, a ex-presidente do Ibama disse que as informações prestadas pelo BNDES, gestor dos recursos, indicam "extinção de comitês" e formações de estabelecimentos de governança diferentes do original "sem prévia negociação com os doadores". 

Os governos da Noruega e da Alemanha sustentam o fundo, mas discordaram sobre uma plano elaborado pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que pretendia redirecionar recursos de iniciativas de conservação ambiental para indenização a proprietários de terra.

A audiência pública, convocada pela ministra do STF Rosa Weber foi movida por ONGs, partidos de oposição e pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa).

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