Brasil terá um aiatolá à frente da educação, diz Clóvis Rossi
O jornalista Clóvis Rossi observa que a ideia de Ricardo Vélez Rodríguez, futuro ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, de criar ''conselhos de ética' para zelar "pela reta educação moral dos alunos", 'tem todo o cheiro da polícia moral adotada no Irã' ; 'Quem é que vai definir o que é 'reta educação moral'? Um ministro que acha que se deve comemorar o golpe de 1964, aquele mesmo que prendeu, sequestrou, matou, torturou, baniu e exilou milhares de pessoas, censurou a imprensa, fechou o Congresso, cassou mandatos políticos e praticou outras barbaridades?", questiona
247 - Apesar do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ter uma "confessada admiração" pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o "seu governo caminha para se aproximar do Irã dos aiatolás, curiosamente um dos grandes inimigos de Trump", diz o colunista da Folha de S. Paulo Clóvis Rossi em referência "a ideia do escolhido para ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, de criar "conselhos de ética" para zelar "pela reta educação moral dos alunos". Para ele, "a proposta tem todo o cheiro da polícia moral adotada no Irã (entre outros países muçulmanos, como a Arábia Saudita)".
"Quem é que vai definir o que é "reta educação moral"? Um ministro que acha que se deve comemorar o golpe de 1964, aquele mesmo que prendeu, sequestrou, matou, torturou, baniu e exilou milhares de pessoas, censurou a imprensa, fechou o Congresso, cassou mandatos políticos e praticou outras barbaridades?", ressalta.
"Pode até se chamar de conselho de ética, mas não será diferente do fundamentalismo religioso (no caso católico, em vez de muçulmano) que caracteriza o Irã", observa.
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