Breno Altman: saída para enfrentar o golpe é a mobilização popular

O jornalista Breno Altman, editor do site Opera Mundi, classifica a prisão política do ex-presidente Lula como um golpe continuado; "O processo teve início com o impeachment da presidenta Dilma em 2016 e culminou com a prisão de Lula. É estratégico para as elites criminalizar a esquerda e manter o ex-presidente detido", diz, em entrevista à TV 247; para ele, "a saída hoje é a capacidade de mobilização popular”; assista a íntegra

O jornalista Breno Altman, editor do site Opera Mundi, classifica a prisão política do ex-presidente Lula como um golpe continuado; "O processo teve início com o impeachment da presidenta Dilma em 2016 e culminou com a prisão de Lula. É estratégico para as elites criminalizar a esquerda e manter o ex-presidente detido", diz, em entrevista à TV 247; para ele, "a saída hoje é a capacidade de mobilização popular”; assista a íntegra
O jornalista Breno Altman, editor do site Opera Mundi, classifica a prisão política do ex-presidente Lula como um golpe continuado; "O processo teve início com o impeachment da presidenta Dilma em 2016 e culminou com a prisão de Lula. É estratégico para as elites criminalizar a esquerda e manter o ex-presidente detido", diz, em entrevista à TV 247; para ele, "a saída hoje é a capacidade de mobilização popular”; assista a íntegra (Foto: Lais Gouveia)
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TV 247 - Jornalista e editor do Portal Opera Mundi, Breno Altman considera fundamental a mobilização dos setores progressistas em prol da liberdade do ex-presidente Lula e considera que o caráter das eleições de 2018 será fruto dessa batalha. As declarações foram feitas em entrevista à TV 247 nesta quinta-feira (19).

Altman classifica a prisão política de Lula como um golpe continuado. "O processo teve início com o impeachment da presidenta Dilma, em 2016, e culminou com a prisão de Lula. É estratégico para as elites criminalizar a esquerda e manter o ex-presidente detido, a saída hoje é a capacidade de mobilização popular”, considera.

O jornalista avalia que a esquerda deve seguir lutando para que Lula seja solto e que também participe do processo eleitoral. “A consequência dessa batalha será crucial nos rumos do país, as eleições de 2018 serão decisivas no que diz respeito à continuidade ou não da ruptura constitucional", salienta.

Para ele, "o PT não deve discutir plano B antes da batalha em defesa da democracia". "A esquerda só tem chances de derrotar o golpe se estiver unida. Para construir a unidade de esquerda, o PT terá que fazer sacrifícios, com Lula ou eventualmente sem Lula".

Eleições 2018

Sobre as candidaturas do campo da esquerda e pautas dos movimentos sociais que não necessariamente pregam a liberdade de Lula, Altman aponta: "A luta pela libertação do ex-presidente deve unir todas as outras batalhas e não encerrar todas as batalhas, pois acredito que o contrário colocaria um atrito no campo da esquerda".

Joaquim e Marina, a velha novidade

Ele considera que a possível chapa proposta pelo PSB, tendo Joaquim Barbosa como presidente e Marina Silva como vice, vem para ocupar um espaço vazio no centro. "Alckmin não tem expressão alguma, Temer não elege nem sindico de prédio, ou seja, será uma candidatura de centro-direita liberal moderada, com um discurso de fachada de direitos sociais e combate à corrupção”, observa.

O editor do Opera Mundi legitima o registro da candidatura de Lula à presidência. "Se o registro for cassado, o PT tem três opções: puxar voto nulo e declarar a eleição fraudulenta, apoiar um nome dentro do partido que substituísse Lula ou apoiar uma candidatura de esquerda de um outro partido, unificando o campo progressista", projeta.

Breno Altman afirma ainda que todas as projeções políticas devem ser feitas em longo prazo. "Não devemos colocar os carros na frente dos bois, a batalha em curso é mais importante agora", conclui.

Inscreva-se na TV 247 e confira a entrevista com Breno Altman: 

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