Britto garante réplica e tréplica no ringue do STF

Mas os pugilistas Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski só terão 20 minutos cada para expor suas divergências; depois disso, os demais ministros finalmente começarão a votar nos casos de João Paulo Cunha, Marcos Valério e dos demais réus

Britto garante réplica e tréplica no ringue do STF
Britto garante réplica e tréplica no ringue do STF (Foto: Edição/247)

247 – Depois de uma sessão tensa na última quinta-feira, que terminou com bate-boca entre os ministros Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470, e o revisor Ricardo Lewandowski, que ameaçou não comparecer ao plenário da corte se não tivesse direito à palavra, os ministros, nos bastidores, colocaram panos quentes na discussão.

Depois que Lewandowski absolveu João Paulo Cunha e divergiu de Joaquim Barbosa em outras questões centrais, como o reconhecimento do bônus de volume (comissão paga pela Globo às agências de publicidade) como dinheiro privado e não público, o relator prometeu fazer sua réplica na segunda-feira. Quando o revisor pediu tréplica e teve o direito negado pelo presidente Ayres Britto, começou a discussão.

Agora, está definido que ambos poderão falar, mas num curto espaço de tempo: vinte minutos para cada um. Depois disso, os demais ministros começam a votar pela condenação ou absolvição dos réus já mencionados, como João Paulo Cunha, Henrique Pizzolato, Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Holerbach. O regimento do STF prevê que a ordem de votação começa pelos ministros mais recentes na suprema corte, como Rosa Weber e Luiz Fux. No entanto, há certa pressão para que Cezar Peluso, que seria o sétimo na fila, antecipe seu voto – e ainda o leia na íntegra. Essa dúvida ainda não foi dirimida por Ayres Britto.

De todo modo, na sessão de segunda-feira, provavelmente já será possível saber se os primeiros réus serão acusados ou absolvidos dos crimes que lhes são imputados, com os votos de todos os ministros.

 

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