Cadeia no mensalão? Não agora, diz Thomaz Bastos

Quem garante é o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos, que defende um vice-presidente do Banco Rural e organiza a defesa de vários réus; segundo ele, julgamento não termina antes de outubro e a publicação dos acórdãos com as penas fica para o próximo ano; o problema para os réus é que, ultimamente, Thomaz Bastos tem perdido quase tudo

247 – Ex-ministro da Justiça do governo Lula e responsável pela defesa de vários réus da Ação Penal 470, o advogado Marcio Thomaz Bastos concedeu entrevista à Folha de S. Paulo e ao portal Uol, na qual garantiu que nenhum réu do mensalão será preso neste ano, antes das eleições municipais. Segundo ele, o julgamento se estenderá até outubro e os acórdãos só serão publicados em 2013. Ou seja: caso alguém seja condenado à prisão, as ordens sairão apenas no próximo ano. “O acórdão é longo. Tem que passar pela revisão do relator, dos outros ministros, todos, para ver se suas posições estão corretas. Acho que isso leva alguns meses, no mínimo”, disse ele.

No PT, temia-se que a imagem de algum figurão do partido condenado e preso pudesse contaminar o processo eleitoral de 2012. Por isso mesmo, havia certa pressão para que o julgamento ocorresse após as disputas municipais deste ano. Aos 77 anos, Thomaz Bastos diz que está adiando sua aposentadoria para aguardar o desfecho do mensalão. “Mesmo depois do acórdão publicado, existem embargos que impedem que o acórdão transite em julgado. Então, se houver mandado de prisão, ele será expedido quando a sentença transitar em julgado”, disse o advogado, ao jornalista Fernando Rodrigues.

O primeiro dos problemas, para os réus, é que a declaração de Thomaz Bastos poderá ser interpretada como um vaticínio pessimista e uma antecipação de manobras jurídicas – ou chicanas – para retardar eventuais prisões. O segundo problema é que, ultimamente, Thomaz Bastos vem sofrendo várias derrotas judiciais, a despeito de ser o criminalista mais caro e mais badalado do País. Na defesa do bicheiro Carlos Cachoeira, todos os seus pedidos de habeas corpus foram derrotados, antes de sua decisão de abandonar o cliente. Ontem, sua petição para que os ministros voltassem atrás no fatiamento do julgamento foi também rejeitada. “Questão preclusa”, disse o presidente da corte suprema, Carlos Ayres Britto.

 

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