Caixa-preta da fake news: agência contratada por Bolsonaro se nega a entregar dados do WhatsApp ao TSE

O PT entrou com ação para que fossem anexados na ação por crime de abuso de poder econômico, que tramita no TSE, os dados das 24 contas de WhatsApp que mais fizeram disparos em massa nas eleições. Empresa diz que pedido é genérico

(Foto: Reuters)
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247 - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) das Fake News pode ter encontrado a caixa-preta dos disparos de mensagens falsas da campanha eleitoral. Isso porque o dono da agência contratada pela campanha de Jair Bolsonaro para fazer a propaganda digital nas eleições quer impedir o envio, para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da lista das 24 contas de WhatsApp que mais fizeram disparos em massa no pleito de 2018. A informação é do UOL.

A CPI obteve a lista com com 400 mil contas banidas pelo aplicativo, das quais 55 mil tinham comportamento semelhante ao de robôs. Ao refinar a lista a partir dos endereços de internet, os IPs, em que foram identificadas 24 linhas telefônicas que incluíam 16 supostamente estrangeiras, mas todas eram controladas a partir de quatro regiões em São Paulo, Belo Horizonte e Manaus.

A partir dessa lista, o PT entrou com ação para que fosse anexado os dados do WhatsApp obtidos pela CPI nas ações de investigação judicial eleitoral por abuso de poder econômico, contra Bolsonaro que tramitam no tribunal.

Nesta quinta-feira (23), o dono da agência AM4 Inteligência Digital, Marcos Aurélio Carvalho, responsável pela campanha de Bolsonaro, solicitou que os documentos do WhatsApp e da CPI não fossem trazidos ao tribunal e que mais nenhuma prova nova fosse trazida ao processo.

Apesar do pedido do PT ter sido especificamente sobre as 24 contas, os advogados de Carvalho dizem que o pedido é uma "absurda diligência", por se tratar de 400 mil endereços.

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