“Caminhoneiros vão parar e os sindicatos devem seguir no embalo”

O caminhoneiro Lucas Ramos, natural de Chapecó (SC), participou das últimas manifestações dos caminhoneiros ocorridas durante o governo Temer, que reivindicou a diminuição do preço do combustível, e alerta, em participação no programa Giro das 11 desta quinta-feira (18), que, "se o governo Bolsonaro continuar a aumentar o diesel, a greve será inevitável" e "que os sindicatos devem seguir o embalo", aderindo também ao movimento; assista

“Caminhoneiros vão parar e os sindicatos devem seguir no embalo”
“Caminhoneiros vão parar e os sindicatos devem seguir no embalo” (Foto: 247 | Reuters)

247 - O caminhoneiro Lucas Ramos, natural de Chapecó (SC), participou das últimas manifestações e greve dos caminhoneiros ocorridas durante o governo Temer, que reivindicou a diminuição do preço do combustível, e alertou, em participação no programa Giro das 11 desta quinta-feira (18), que "se o governo Bolsonaro continuar a aumentar o custo do diesel, uma nova greve será inevitável" e "que os sindicatos devem seguir o embalo", aderindo também ao movimento. 

Lucas afirmou, ainda, que "os caminhoneiros passam por dificuldades há tempos" e que "a partir do golpe [de 2016, com o impeachment da presidente Dilma Rousseff], o cenário piorou muito". "Mudou a política da preço da Petrobrás, causando um aumento da despesa com o óleo diesel", ressaltou.  

Ele também destacou que "a alimentação e estadia dos caminhoneiros nas estradas é algo muito oneroso". "Não tem como trabalhar desse jeito, sofremos intensas pressões", desabafou. 

Nesta semana, o governo Jair Bolsonaro aninciou que irá ofertar, a título de empréstimo, R$ 30 mil para cada caminhoneiro autônomo. No entanto, Lucas salienta que tal proposta "não irá suprir a demanda da categoria". "Não temos mais fretes, porque a economia está parada. Sem trabalho, como iremos pagar essa dívida como governo?", indagou. 

"Somos autônomos"

Questionado se o movimento dos caminhoneiros é partidário, ele explicou que eles são, em sua grande maioria, autônomos. "Quem quer aderir à greve encosta lá seu caminhão na beira da estrada e pronto", concluiu. 

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