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Brasil

Câncer de mama, o alvo de Dilma

Governo vai investir R$ 4,5 bilhes na preveno da doena, disse a presidente em seu programa semanal de rdio

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Foi preciso uma mulher chegar à Presidência da República para o País começar a dar a devida atenção à principal causa mortis das brasileiras na faixa entre 40 e 69 anos: o câncer de mama, responsável por cerca de 11 mil óbitos por ano. A presidente Dilma Rousseff antecipou hoje, no programa de rádio semanal "Café com a Presidenta", o anúncio de investimentos de R$ 4,5 bilhões para prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e do colo de útero. As ações passam por construção de novos centros especializados, criação de serviços para radioterapia e quimioterapia e colocação de equipamentos de mamografia em funcionamento.

"Queremos que toda mulher tenha oportunidade de se cuidar, fazendo a prevenção benfeita. Se a doença, mesmo assim, aparecer queremos que toda mulher possa fazer o melhor tratamento possível, no tempo ce rto e com qualidade", disse ela. Dilma afirmou que a previsão é que, dentro do Programa de Prevenção ao Câncer de Mama e ao Câncer de Colo do Útero, sejam criados 20 centros especializados no diagnóstico e no tratamento da fase inicial do tumor no colo de útero no Norte e Nordeste do País.

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A intenção do governo é garantir exames preventivos para as mulheres entre 25 e 59 anos, diretriz básica de qualquer estratégia de combate a doença, pois o câncer de mama, se diagnosticado precocemente, tem grandes chances de cura. Além disso, Dilma afirmou que incentivará os laboratórios a se adequar aos padrões internacionais de qualidade. "Eles vão receber orientação e o dinheiro para isso. Um exame benfeito já é meio caminho andado", disse. A ideia, conforme Dilma, é que os hospitais ofereçam tratamento para todo tipo de câncer.

Mas a presidente deixou claro que o câncer de mama, "o mais comum nas brasileiras", terá prioridade. Dilma afirmou que o Ministério da Saúde faz, atualmente, uma vistoria em todos os equipamentos de mamografia do País. De acordo com a presidente, existem quatro mil mamógrafos, metade deles na rede pública. "É uma quantidade mais que suficiente para garantir que as mulheres entre 40 e 69 anos façam os seus exames no prazo certo", disse, apesar de lamentar que "muitos desses equipamentos estão parados com baixa produção ou até encaixotados". "Queremos todos os mamógrafos funcionando o mais rapidamente possível."

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Prioridade

Além disso, Dilma anunciou que o governo instalará, com prioridade nos Estados mais deficientes, 50 novos centros para confirmação do diagnóstico, com biopsia, quando necessária, criará 32 serviços especializados para radioterapia e quimioterapia e atualizará os equipamentos de 48 serviços em toda rede pública. "Você, que está nos ouvindo, saiba que até 2014 teremos uma rede de saúde mais preparada e m ais completa, capaz de dar um atendimento de boa qualidade às mulheres", completou.

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