Cardozo ao 247: “Fatos passaram longe de Adams”

Ministro da Justiça afirma que crise em torno do Advogado-Geral da União está superada; José Eduardo Cardozo aposta em resultados de grandes operações da PF e do Exército nas fronteiras para área de Segurança brilhar em 2013; para ele, proposta de José Sarney para proibir ex-presidentes de disputar novas eleições para o cargo não vinga; "Vamos debater na sociedade", devolveu

Cardozo ao 247: “Fatos passaram longe de Adams”
Cardozo ao 247: “Fatos passaram longe de Adams” (Foto: RENATO ARAUJOABr )
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Marco Damiani_247 – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, dá como superado o debate sobre a permanência no cargo do Advogado-Geral da União, Luíz Inácio Adams, que balançou mas não caiu em 2012. "Provou-se que os fatos passaram longe dele", disse o ministro ao 247. "Adams é um importante servidor do governo e continuará a desenvolver seu trabalho com tranquilidade e eficiência".

O ministro classificou 2012 como "um ano em que o setor de Segurança prestou importantes serviços ao País". Ele apontou as operações conjuntas nas fronteiras brasileiras, feitas pela Polícia Federal e o Exército, como exemplo. "O balanço de apreensões de drogas e cargas ilegais é impressionante e tende a ficar ainda melhor agora em 2013", projetou. Cardozo citou o programa Brasil Mais Seguro, realizado na região Nordeste, como outro ponto alto do setor no ano passado. "Em Alagoas, o programa reduziu a taxa de homicídios em 15 por cento e, em Maceió, em mais de 20 por cento", saudou.

Durante a posse do novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o ministro demonstrou estar seguro de que, em fevereiro, quando o Congresso e o Supremo Tribunal Federal voltarem do recesso, o braço-de-ferro a respeito da cassação de mandatos de parlamentares, em razão das condenações no julgamento da Ação Penal 470, não voltará a ocorrer. Como um bom bombeiro, Cardozo procurou jogar água fria nessa real possibilidade.

"Não vi absolutamente nenhuma crise institucional no ano passado, por isso ela não está adiada, simplesmente acho que não irá ocorrer outra vez", disse. "O Brasil provou, isso sim, ter instituições maduras que sabem, em momentos de tesão, dialogar".

Com bom jogo de cintura, o ministro da Justiça rebateu a tese lançada pelo presidente do Senado, José Sarney, de que ex-presidentes da República deveriam ser proibidos de disputar novas eleições para o cargo, num ataque direto sobre o ex-presidente Lula. "Podemos debater esse tema na sociedade para ver o que povo pensa a respeito", devolveu Cardozo, com um sorriso discreto.

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