Cardozo: 'oposição usa retórica de pé quebrado'
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, avaliou, nesta terça (23), que cabe ao publicitário João Santana e ao PT darem explicações sobre as suspeitas de envolvimento com recursos irregulares; para ele, Santana só poderá ser julgado depois de ter garantido o seu direito de defesa; o ministro disse ainda ter a convicção de que não houve pagamentos no exterior à campanha da presidente Dilma Rousseff e acusou os partidos de oposição de recorrerem a uma "retórica de pé quebrado, que é tentar associar essa questão à presidente"
247 - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, avaliou, nesta terça-feira (23), que cabe ao publicitário João Santana e ao PT darem explicações sobre as suspeitas de envolvimento com recursos irregulares. Para ele, Santana só poderá ser julgado depois de ter garantido o seu direito de defesa.
O ministro disse ainda ter a convicção de que não houve pagamentos no exterior à campanha da presidente Dilma Rousseff e acusou os partidos de oposição de recorrerem a uma "retórica de pé quebrado" ao tentar associar as recentes acusações às doações eleitorais feitas á petista. "O que tenho de dizer é sobre a retórica de pé quebrado, que é tentar associar essa questão à presidente", criticou.
"Não há nenhuma vinculação entre pagamentos no exterior, que possam ter sido feitos a João Santana, e a campanha da presidente Dilma Rousseff. O próprio pedido da Polícia Federal afirma isso, que ensejou as medidas sobre a 23ª fase da Operação Lava Jato. Em nenhum momento se fala que os pagamentos do exterior foram para a campanha presidencial. Não tenho a menor dúvida que mais uma vez setores da oposição querem pegar uma situação e associá-la à campanha presidencial, o que é um verdadeiro nonsense. E, ao ir ao TSE, os partidos de oposição tentam criar um factoide", complementou.
Cardozo avalia que "é a primeira vez na história que se quer um impeachment e, depois, busca-se um fato para justificar a tese". "Primeiro, alegaram que o resultado eleitoral foi fraudado e, depois, afirmaram sobre as pedaladas fiscais", disse.
Sobre João Santana, o ministro disse ter a percepção de que João Santana "sempre foi uma pessoa que se comportou com muita dignidade e correção". "Essas são as convicções pessoais minhas, que jamais interferirão nas investigações, que devem prosseguir. Eu posso servir de testemunha sobre o que vi na campanha presidencial e, pelo que sempre soube, é uma pessoa muito correta", ponderou.