Cardozo se adianta e dispensa testemunha de defesa
Logo após o anúncio da advogada Janaina Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment, de que pediria a suspeição da testemunha de defesa Esther Dueck, o advogado da presidente Dilma, José Eduardo Cardozo, se adiantou e dispensou a testemunha, ex-secretária de Orçamento federal no governo Dilma; "Não quero expor uma professora universitária", argumentou Cardozo; ele também pediu para que Ricardo Lotch tivesse o status alterado de testemunha para informante
247 – O advogado José Eduardo Cardozo, que defende a presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment, se adiantou na sessão desta sexta-feira 26 e dispensou uma das testemunhas de defesa e pediu para que outra tivesse o status alterado de testemunha para informante.
O pedido ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, aconteceu logo depois de a advogada Janaina Paschoal ter anunciado que pediria a suspeição da testemunha Esther Dueck, ex-secretária de Orçamento federal no governo Dilma.
O argumento da acusação foi de que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) deu um cargo para a testemunha em seu gabinete, o que configuraria aliciamento de testemunha. Gleisi pediu a palavra para se defender: "ela não está lotada no meu gabinete, pedi para que ela assessorasse a CAE, mas o MEC ainda não liberou". "Eu não posso ficar calada aqui e ouvir que estou querendo aliciar testemunhas", argumentou ainda.
Ontem, pelo Twitter, Gleisi também afirmou que a professora "não tem vínculo com o Senado", lembrou que "ela é professora da UFRJ" e que não era funcionária de seu gabinete. Ao dispensar a testemunha nesta manhã, Cardozo justificou: "não quero expor uma professora universitária".
Cardozo também pediu hoje a mudança de status da testemunha Ricardo Lodi para depor apenas como informante. Segundo explicou, ele atuou como assistente da perícia.
