Carol Proner alerta: assédio patronal é crime

"Ainda vivemos na democracia, o que obriga os soberbos empresários Joanir Zonta (presidente da rede de supermercados Condor) e Luciano Hang (dono das lojas Havan) a reconhecerem publicamente a inalienabilidade da livre consciência, do livre convencimento e do direito ao voto", afirma a jurista Carol Proner, lembrando que Hang coage funcionários a votarem em Jair Bolsonaro (PSL)

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247 - A jurista Carol Proner afirma que "merece reconhecimento a ação atenta e vigilante dos procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério Público Federal (MPF) a preservar direitos políticos de trabalhadores submetidos ao assedio patronal". 

"Diferentemente da ditadura militar, quando empresários financiadores do golpe de 1964 coagiam trabalhadores ao silêncio, ainda vivemos na democracia, o que obriga os soberbos empresários Joanir Zonta (presidente da rede de supermercados Condor) e Luciano Hang (dono das lojas Havan) a reconhecerem publicamente a inalienabilidade da livre consciência, do livre convencimento e do direito ao voto", disse ela.

"A coação à liberdade de voto é crime que atinge, simultaneamente, a relação de trabalho e a cidadania política. Em tempos de fascismo, todas as relações verticais se exacerbam, em especial as que estabelecem vínculos essenciais de subordinação", acrescentou. 

Em vídeo que circula nas redes sociais, o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, afirma que faz pesquisas em suas lojas para saber em quem os funcionários votarão nas eleições presidenciais e faz ameaças àqueles que pretendem votar em branco, nulo ou na "esquerda".

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