Caso Queiroz: MP inclui como investigados parentes de miliciano que trabalhavam com Flávio

Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa, que trabalhavam do gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, agora figuram na lista de investigadas, junto com o próprio Flávio e seu assessor Fabrício Queiroz

Caso Queiroz: MP inclui como investigados parentes de miliciano que trabalhavam com Flávio
Caso Queiroz: MP inclui como investigados parentes de miliciano que trabalhavam com Flávio

247 - O Ministério Público do Rio de Janeiro decidiu incluir a mãe e a mulher do miliciano e ex-capitão da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega, nas investigações sobre movimentações financeiras atípicas de ex-assessores do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa, que trabalhavam do gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, agora figuram na lista de investigadas, junto com o próprio Flávio e com Fabrício Queiroz.

A investigação trata da movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão em 13 meses, feitas por Queiroz, apontadas no relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ao MP, ex-assessor disse por escrito que recolhia os salários e os redistribuía por uma rede maior de pessoas, para ampliar a rede de apoio ao parlamentar. No entanto, ele afirma que Flávio não sabia da prática.

Para o Ministério Público, Queiroz praticou a chamada "rachadinha", na qual assessores devolvem ao parlamentar, neste caso Flávio Bolsonaro, parte ou todo o salário que recebem.

A mãe e a mulher do miliciano Adriano trabalhavam na assessoria de Flávio até novembro do ano passado e recebiam salário de R$ 6.492 cada. Raimunda também é citada no relatório do Coaf por ter feito um repasse de R$ 4.600 para a conta de Queiroz.

Nóbrega é apontado como um dos chefes do grupo criminoso conhecido como Escritório do Crime. A quadrilha, composta por policiais e ex-policiais, cuja principal atividade seria cometer assassinatos sob encomenda também é suspeita de estar envolvida no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e seu motorista, Anderson Gomes.

 

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