Celso Amorim: Brasil hoje é o fundo do quintal

Em entrevista ao site Nocaute, do jornalista Fernando Morais, o ex-chanceler Celso Amorim avalia que "o Brasil hoje é um quintal, mas nem o quintal é, é o fundo do quintal, porque o 'que se considera dono' não vai nem visitar. Não que não considere o Brasil importante. Claro, o Brasil tem recursos, mas está deixando para tratar com os futuros inquilinos do poder aqui e não com o atual governo"

Ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa Celso Amorim
Ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa Celso Amorim (Foto: Gisele Federicce)

247 - Em entrevista ao site Nocaute, do jornalista Fernando Morais, o ex-chanceler Celso Amorim avalia que "o Brasil hoje é um quintal, mas nem o quintal é, é o fundo do quintal, porque o 'que se considera dono' não vai nem visitar. Não que não considere o Brasil importante. Claro, o Brasil tem recursos, mas está deixando para tratar com os futuros inquilinos do poder aqui e não com o atual governo".

"Agora, numa questão como essa, em relação à grande geopolítica mundial, o Brasil deixou de ser um ator. Antes o Brasil era um país que tinha uma relação forte, não só formal, com os BRICS e portanto com Rússia e China, além da África do Sul", declara ainda o ex-ministro.

"Hoje não é um ator, não tem nada a dizer sobre isso, nada a comentar. Deixou de ser aquela capa do Economist que talvez tenha despertado muitos interesses possivelmente ligados a tudo o que se passou aqui no Brasil, ao golpe, à perseguição que continuou contra o presidente Lula, tudo muito organizado", afirma. 

Assista aqui à íntegra da entrevista.

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